Em Ceuta, onde o Mediterrâneo separa mundos e destinos, o governo espanhol demitiu uma funcionária por ter revelado, por breves minutos, que 49 mil migrantes tinham entrado na cidade — dados que agências internacionais captaram antes de serem apagados. O incidente expõe uma tensão antiga entre a urgência da transparência e o impulso do poder de controlar a narrativa, num momento em que pelo menos 99 pessoas perderam a vida na travessia e dezenas de milhares foram deslocadas. É um lembrete de que, na era da informação instantânea, o silêncio institucional raramente chega a tempo.
Governo espanhol demite funcionária que revelou dados sobre migrantes em Ceuta
Pelo menos 99 pessoas morreram na travessia entre Marrocos e Ceuta; 73.500 imigrantes foram deslocados da cidade.