Num país onde viver mais tempo se tornou simultaneamente uma conquista e um desafio financeiro, o governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, convida Portugal a olhar além das suas fronteiras ideológicas. A proposta é simples na sua lógica: aprender com a Suécia, a Dinamarca e a Alemanha, que construíram sistemas de poupança complementar sem abandonar as pensões públicas. O momento é oportuno — o Governo acaba de apresentar um relatório que sugere planos profissionais de adesão automática, reconhecendo que a longevidade, por mais desejável que seja, tem um custo que nenhuma ideolog