Gol lidera ranking inabalável; mercado de usados projeta recorde de 18 milhões em 2025

Palio vence Uno por apenas sete carros em disputa histórica
A batalha pelo quinto lugar no ranking de outubro ilustra como cada venda importa em um mercado de milhões.

Em outubro de 2025, o mercado brasileiro de veículos usados negociou 1,76 milhão de unidades — um crescimento de 4% sobre setembro que traduz, mais do que estatísticas, a persistência de um povo que encontra no carro acessível uma forma de mobilidade e dignidade. Com 15,2 milhões de unidades acumuladas no ano e uma projeção de 18 milhões até dezembro, o setor caminha para um recorde histórico que diz muito sobre as escolhas e os limites do consumidor brasileiro. O Volkswagen Gol, líder absoluto com mais de 76 mil unidades, é o símbolo mais eloquente dessa equação: o familiar, o confiável e o possível continuam a vencer.

  • O mercado de usados acumula 15,2 milhões de vendas em 2025 e corre para bater o recorde histórico de 18 milhões antes do ano acabar.
  • A Fenauto confirma que as projeções otimistas feitas no início do ano estão se materializando, com outubro entregando alta de 4% sobre setembro.
  • O ranking dos dez mais vendidos permanece idêntico ao mês anterior — um sinal raro de que as preferências do consumidor brasileiro estão completamente consolidadas.
  • A disputa mais acirrada do mês coube ao quinto lugar: o Fiat Palio superou o Fiat Uno por apenas sete unidades, em um mercado de milhões de transações.
  • O Volkswagen Gol lidera com folga absurda — 76.597 unidades contra 43.288 do vice-líder Chevrolet Onix —, reafirmando sua posição quase intocável no imaginário automotivo nacional.

O mercado brasileiro de carros usados encerrou outubro de 2025 com 1,76 milhão de veículos negociados, alta de 4% em relação a setembro. O resultado eleva o acumulado do ano a 15,2 milhões de unidades e coloca o setor em rota direta para um recorde histórico: a Fenauto projeta 18 milhões de comercializações até dezembro, superando com larga margem os 15,7 milhões de 2024. Para Enilson Sales, presidente da entidade, as projeções feitas ao longo do ano estão se confirmando.

O que mais chama atenção no relatório de outubro é a estabilidade do ranking. Os dez modelos mais vendidos são exatamente os mesmos de setembro, nas mesmas posições — um fenômeno raro que revela preferências já cristalizadas. O Volkswagen Gol reina absoluto com 76.597 unidades, seguido pelo Chevrolet Onix com 43.288 e pela Fiat Strada com 41.798. O Hyundai HB20 ocupa a quarta posição com 41.038 vendas.

No quinto lugar, a disputa foi de tirar o fôlego: o Fiat Palio superou o Fiat Uno por apenas sete carros — 39.211 contra 39.204. Em um mercado de milhões de transações, essa margem mínima lembra que cada cliente, individualmente, faz diferença. O restante do top dez inclui Toyota Corolla, Ford Ka, Ford Fiesta e Volkswagen Saveiro, todos modelos reconhecidos pelo custo-benefício e pela manutenção acessível.

O retrato que emerge é o de um mercado maduro, previsível e resiliente, onde o consumidor escolhe o que conhece, o que funciona e o que cabe no orçamento. Com dois meses ainda pela frente, a marca de 18 milhões parece não apenas possível, mas provável.

O mercado de carros usados no Brasil fechou outubro com 1,76 milhão de veículos negociados, mantendo o ritmo acelerado que vem marcando 2025. A alta de 4% em relação a setembro não é apenas um número — ela representa a confiança de um consumidor que segue apostando em modelos populares e acessíveis, mesmo em um cenário econômico repleto de incertezas.

Até agora, o setor movimentou 15,2 milhões de unidades no ano. Mas o mais impressionante está na projeção que a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) faz para o encerramento de 2025: 18 milhões de veículos comercializados. Se confirmado, será um recorde histórico no segmento, superando em larga margem os 15,7 milhões alcançados em todo o ano de 2024. Enilson Sales, presidente da Fenauto, afirmou que as projeções feitas durante o ano estão se realizando, e que o setor deve fechar com esse volume recorde.

O que chama atenção no relatório de outubro é a estabilidade quase perfeita no topo do ranking. Os dez modelos mais vendidos são exatamente os mesmos de setembro, sem qualquer alteração nas posições. Esse fenômeno raro revela algo importante: as preferências do brasileiro na hora de comprar um carro usado já estão consolidadas. Não há surpresas, não há reviravoltas. Há apenas a confirmação de um padrão.

O Volkswagen Gol segue como senhor absoluto do mercado, com 76.597 unidades vendidas em outubro. Sua liderança é tão ampla que parece quase solitária — a diferença para o segundo colocado é abismal. O Chevrolet Onix mantém a vice-liderança com 43.288 vendas, enquanto a Fiat Strada fecha o pódio em terceiro lugar com 41.798 unidades. O Hyundai HB20 segue firme na quarta posição com 41.038 carros negociados.

Mas é no quinto lugar que a história fica mais interessante. Dois modelos Fiat travam uma disputa que só pode ser descrita como ferrenha: o Palio vence o Uno por uma margem histórica de apenas sete carros. O Palio fechou com 39.211 unidades, enquanto o Uno ficou com 39.204. Em um mercado de milhões de transações, essa diferença mínima ilustra como cada venda importa, como cada cliente conta.

O restante do top dez é completado pelo Toyota Corolla com 30.258 unidades, Ford Ka com 28.516, Ford Fiesta com 26.995 e Volkswagen Saveiro com 25.014. Todos esses modelos compartilham uma característica: são veículos que oferecem custo-benefício atraente, confiabilidade comprovada e manutenção acessível. São os carros que o brasileiro médio consegue comprar, manter e revender.

O que esses números revelam é um mercado maduro e previsível, onde as escolhas dos consumidores seguem lógica clara: preferem o que conhecem, o que funciona, o que não quebra a conta no final do mês. Enquanto isso, a indústria de usados segue seu caminho rumo a um ano histórico, com a possibilidade real de ultrapassar a marca de 18 milhões de veículos comercializados antes do ano terminar.

As projeções que fizemos durante o ano estão sendo realizadas e, por isso, devemos fechar 2025 com um total de 18 milhões de veículos comercializados, o maior volume já registrado no segmento
— Enilson Sales, presidente da Fenauto
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que o Gol continua tão distante de todos os outros? Há algo especial nesse carro que o torna tão preferido?

Model

O Gol é praticamente um símbolo. Está nas ruas há décadas, é barato, consome pouco, e qualquer mecânico consegue consertar. Quando alguém quer comprar um carro usado, quer segurança — e o Gol oferece isso.

Inventor

Mas a diferença é enorme. Quase o dobro do segundo colocado. Isso não parece desequilibrado?

Model

Parece, mas faz sentido. O Gol é acessível até para quem tem orçamento muito limitado. O Onix é um pouco mais caro, o HB20 também. Há uma hierarquia de preços que reflete essa hierarquia de vendas.

Inventor

E essa estabilidade no ranking? Os mesmos dez carros, na mesma ordem, dois meses seguidos?

Model

É raro mesmo. Significa que o mercado de usados não é volátil como o de novos. As pessoas não mudam de ideia de um mês para o outro. Elas sabem o que querem.

Inventor

A projeção de 18 milhões para 2025 é realista?

Model

Segundo a Fenauto, sim. Eles já tinham feito essas contas no começo do ano, e outubro confirmou que estão no caminho certo. Se novembro e dezembro mantiverem o ritmo, a meta sai.

Inventor

O que isso significa para a economia?

Model

Significa que as pessoas ainda estão comprando, ainda estão se movimentando. Um mercado de usados forte é sinal de que há circulação de dinheiro, mesmo que seja dinheiro apertado.

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