Goiânia intensifica combate às hepatites virais com campanha 'Julho Amarelo'

Hepatites virais podem evoluir silenciosamente por anos, causando cirrose e câncer de fígado quando não diagnosticadas precocemente.
Uma doença silenciosa pode ser detectada e controlada se a pessoa souber onde procurar
A campanha Julho Amarelo busca quebrar a barreira da desinformação sobre hepatites virais em Goiânia.

Em julho, Goiânia volta sua atenção para uma ameaça que age nas sombras: as hepatites virais, doenças que podem destruir o fígado em silêncio por anos antes de se revelarem. A Secretaria Municipal de Saúde lançou o Julho Amarelo para aproximar a população dos testes e do tratamento gratuitos disponíveis no SUS, respondendo a centenas de casos registrados nos últimos dois anos. A iniciativa reconhece que, diante de uma doença frequentemente assintomática, o maior remédio é a informação — e o maior obstáculo não é o custo, mas o desconhecimento.

  • Com 545 casos em 2025 e 130 já registrados em 2026, Goiânia enfrenta uma epidemia silenciosa que avança sem que a maioria das pessoas perceba estar infectada.
  • As hepatites B e C são as mais perigosas justamente porque cronificam sem dar sinais, podendo evoluir para cirrose e câncer de fígado quando o diagnóstico chega tarde demais.
  • A transmissão por sangue contaminado, relações desprotegidas e compartilhamento de objetos mantém a doença circulando em grupos vulneráveis que muitas vezes não se reconhecem em risco.
  • A Prefeitura intensifica em julho a testagem rápida em todas as unidades básicas e em pontos estratégicos da cidade, incluindo testes para HIV e sífilis, com distribuição de preservativos e encaminhamento imediato para tratamento.
  • Todo o ciclo — teste, acompanhamento, exames e tratamento — é oferecido gratuitamente pelo SUS, tornando a barreira não financeira, mas cultural: é preciso que as pessoas decidam procurar ajuda.

Goiânia dedica julho inteiro a uma doença que costuma agir sem avisar. A Secretaria Municipal de Saúde lançou o Julho Amarelo, campanha de conscientização e combate às hepatites virais — infecções causadas por cinco vírus diferentes que atacam o fígado e, em muitos casos, não produzem sintoma algum por anos.

As hepatites B e C concentram a maior preocupação dos profissionais de saúde por sua capacidade de se tornarem crônicas. A transmissão ocorre por contato com sangue contaminado, relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de agulhas e da mãe para o filho durante a gestação. Quando os sintomas finalmente aparecem — cansaço, febre, náuseas, amarelamento da pele e dos olhos —, a doença pode já ter avançado significativamente.

Os números locais revelam a dimensão do desafio: 545 casos foram registrados em Goiânia em 2025, e 130 já foram contabilizados em 2026. O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, ressalta que o diagnóstico precoce é decisivo para evitar a evolução para cirrose e câncer de fígado.

Durante julho, a rede municipal intensifica a oferta de testes rápidos em todas as unidades básicas e promove ações especiais em diferentes pontos da cidade, testando também HIV e sífilis. Preservativos são distribuídos e os casos identificados são encaminhados para tratamento imediato.

Tudo é gratuito pelo SUS — o teste, o acompanhamento, os exames e o tratamento. A campanha existe para lembrar que a principal barreira não é financeira: é a falta de informação e a hesitação em procurar ajuda diante de uma doença que, justamente por ser silenciosa, parece não existir.

Goiânia entra em julho com uma campanha dedicada a uma doença que frequentemente passa despercebida até ser tarde demais. A Secretaria Municipal de Saúde lançou o Julho Amarelo, um mês inteiro dedicado à conscientização, prevenção e combate às hepatites virais — infecções que atacam o fígado e podem ser causadas por cinco vírus diferentes: A, B, C, D e E. O que torna a iniciativa urgente é simples: muitas pessoas não sabem que têm a doença até que ela já causou danos graves.

As hepatites B e C são as que mais preocupam os profissionais de saúde. Diferentemente de outras formas, essas duas têm maior capacidade de se tornarem crônicas, evoluindo silenciosamente durante anos sem dar sinais de que algo está errado. A transmissão acontece de várias formas — contato com sangue contaminado, relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de agulhas ou outros objetos perfurocortantes, e também de mãe para filho durante a gravidez e o parto. Em muitos casos, a infecção não produz sintomas visíveis, o que a torna ainda mais traiçoeira. Quando os sinais aparecem, podem incluir cansaço persistente, febre, mal-estar geral, náuseas, vômitos, dor no abdômen, e o amarelamento característico da pele e dos olhos. A urina fica escura e as fezes, pálidas.

Os números em Goiânia mostram a dimensão do problema. Em 2025, foram registrados 545 casos de hepatites virais na cidade. Neste ano, até agora, já são 130 casos. Luiz Pellizzer, secretário municipal de Saúde, enfatiza que o diagnóstico precoce muda tudo. "Quando descobertas no início, é possível começar o tratamento no momento certo, reduzindo os riscos de evolução para cirrose e câncer de fígado," disse. Por isso, a campanha insiste na importância de as pessoas procurarem uma unidade de saúde para fazer o teste, especialmente quando há indicação.

A rede municipal de saúde já oferecia testes rápidos para hepatites B e C em todas as unidades básicas, mas julho intensifica essa oferta. Além do acesso permanente às unidades, a Secretaria de Saúde vai promover ações especiais de testagem rápida em diferentes pontos da cidade ao longo do mês. Essas ações vão testar não apenas hepatites B e C, mas também HIV e sífilis — outras infecções sexualmente transmissíveis que frequentemente andam juntas. Junto com os testes, haverá orientações sobre prevenção, distribuição de preservativos e encaminhamento para tratamento quando necessário.

Tudo é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. Não há custo para o teste, não há custo para o acompanhamento clínico, não há custo para os exames complementares ou para o tratamento. A barreira não é o dinheiro — é a informação e a disposição de procurar ajuda. A campanha Julho Amarelo existe justamente para quebrar essa barreira, para lembrar que uma doença silenciosa pode ser detectada e controlada se a pessoa souber onde procurar.

Quando descobertas precocemente, é possível iniciar o tratamento no momento adequado, reduzindo riscos de complicações como cirrose e câncer de fígado
— Luiz Pellizzer, secretário municipal de Saúde de Goiânia
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
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Por que essas hepatites B e C são tão mais perigosas que as outras?

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Porque elas não saem do corpo sozinhas. A hepatite A, por exemplo, você pega, fica doente, se recupera e pronto. Mas B e C podem ficar ali, no fígado, por anos ou para a vida toda, destruindo o órgão lentamente sem você perceber.

Inventor

E a pessoa não sente nada durante todo esse tempo?

Model

Na maioria dos casos, não. Isso é o mais assustador. Você pode estar infectado há dez anos e não saber. Quando os sintomas aparecem, muitas vezes o dano já é considerável.

Inventor

Como alguém descobre que tem, então?

Model

Só testando. Por isso a campanha insiste tanto nos testes rápidos. É a única forma de saber se você está infectado quando ainda não há sintomas.

Inventor

E se descobrir que tem?

Model

Aí começa o tratamento. Se for descoberto cedo, as chances de evitar cirrose e câncer de fígado aumentam muito. O SUS oferece tudo isso de graça.

Inventor

Qual é o maior desafio então?

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Fazer as pessoas entenderem que precisam se testar mesmo quando se sentem bem. A doença é invisível, então parece que não existe. Mas existe, e está ali.

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