No Ártico canadiano, onde o gelo recua há décadas como memória que se apaga, cientistas realizaram no inverno de 2024-2025 uma experiência que transformou teoria em realidade: ao bombear água do oceano sobre o gelo marinho em Cambridge Bay, conseguiram aumentar a sua espessura em até 32 centímetros — o equivalente a meio século de perda acumulada. A descoberta não resolve a crise climática, mas abre uma janela de possibilidade para proteger, com tempo e cautela, o que ainda resta.