Ao longo de gerações, a humanidade projetou nos genes a responsabilidade por aquilo que o ambiente, em grande medida, escreve. A ciência contemporânea desfaz essa ilusão ao demonstrar que estatura, visão, longevidade e desempenho atlético emergem não de um destino biológico fixo, mas do diálogo contínuo entre herança genética e as condições materiais da vida. O que separa populações ao redor do globo é, mais do que qualquer sequência de DNA, a qualidade da nutrição, do ar, do acesso à saúde e da estrutura social que cada sociedade oferece aos seus membros.