O carro que lidera vendas na China chega para disputar o mercado brasileiro
O EX2 é o veículo elétrico mais vendido da China em 2025, com mais de 200 mil unidades no primeiro semestre. O hatch mede 4,13m, oferece 375 litros de porta-malas e motor de 116 cv com aceleração de 0 a 100 km/h em 10,2 segundos.
- Mais de 200 mil unidades vendidas na China no primeiro semestre de 2025
- 289 quilômetros de autonomia no ciclo brasileiro do Inmetro
- Motor de 116 cavalos, aceleração 0-100 km/h em 10,2 segundos
- Preço estimado entre R$ 150 mil e R$ 160 mil
- Primeiro lote chegou ao porto de Paranaguá em novembro
Geely lança o EX2, hatch elétrico líder de vendas na China, no Brasil em novembro com 289 km de autonomia e preço estimado entre R$ 150 mil e R$ 160 mil.
A Geely está pronta para desembarcar no mercado brasileiro com um modelo que já provou seu apelo: o EX2, um hatch elétrico que se tornou o mais vendido da China em 2025, acumulando mais de 200 mil unidades apenas no primeiro semestre. O carro chega em novembro como parte de uma ofensiva renovada da fabricante chinesa, agora em parceria com a Renault, e promete disputar espaço direto com rivais consolidados como o BYD Dolphin e o GWM Ora 03.
O primeiro lote já aportou em Paranaguá, marcando o início concreto dessa operação. A Geely já comercializa o EX5 no Brasil, mas o EX2 representa um passo diferente: um compacto de entrada pensado para o consumidor urbano que busca eficiência sem abrir mão de espaço. Com 4,13 metros de comprimento e entre-eixos de 2,65 metros, o hatch oferece dimensões próximas às de um SUV compacto, garantindo um porta-malas de 375 litros mais um compartimento adicional de 70 litros na dianteira. Essa versatilidade é deliberada: o carro foi desenvolvido sobre uma plataforma dedicada exclusivamente a elétricos, com design funcional que prioriza aproveitamento de espaço.
No coração do EX2 está um motor elétrico de até 116 cavalos de potência e 150 Nm de torque. A marca destaca uma arquitetura chamada "11 em 1", que integra componentes do sistema de propulsão em um pacote mais compacto e leve — 56,3 quilogramas no total — otimizando a eficiência energética para 89,2%. O desempenho é modesto mas adequado ao segmento: aceleração de 0 a 100 km/h em 10,2 segundos e velocidade máxima de 140 km/h. O sistema de tração dianteira distribui o peso de forma equilibrada, com 50% em cada eixo.
A bateria de 39,4 kWh utiliza células de fosfato de ferro-lítio, tecnologia que oferece maior durabilidade e segurança em relação aos modelos convencionais. No ciclo de testes brasileiro do Inmetro, o EX2 alcança 289 quilômetros de autonomia — um número competitivo para a categoria. O carregamento em corrente alternada de 6,6 kW leva 6,6 horas para uma carga completa, enquanto a carga rápida em corrente contínua de 70 kW recupera de 30% a 80% da bateria em apenas 21 minutos, tornando viagens mais longas viáveis.
O interior segue a tendência dos elétricos chineses contemporâneos: minimalista, com painel digital, sistema multimídia conectado e câmera panorâmica de 540 graus. Na segurança, o carro oferece seis airbags, controle eletrônico de estabilidade, assistente de partida em rampa e sensores de estacionamento 360 graus — equipamentos que costumavam ser exclusivos de segmentos superiores.
O preço estimado fica entre R$ 150 mil e R$ 160 mil, posicionando o EX2 como um concorrente direto de modelos que já conquistaram espaço no mercado brasileiro. Este será o primeiro produto da Geely no Brasil a trazer o novo padrão global de design e tecnologia da marca, sinalizando uma aposta séria em ampliar presença na América do Sul. Com o retorno oficial agora consolidado, a fabricante chinesa busca capturar uma fatia crescente do segmento de elétricos compactos, onde a demanda por alternativas acessíveis continua em expansão.
Citações Notáveis
O EX2 é o primeiro produto da Geely no Brasil com o novo padrão global de design e tecnologia— Geely
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que a Geely escolheu justamente este momento para voltar ao Brasil com o EX2?
O timing é estratégico. O carro já é um sucesso comprovado na China, e o mercado brasileiro de elétricos está aquecido. A parceria com a Renault dá à Geely uma estrutura de distribuição que não tinha antes. É menos risco.
289 quilômetros de autonomia é suficiente para o uso real?
Para a maioria dos brasileiros que usa carro em cidade, sim. É mais do que o Dolphin oferece em muitos casos. O problema não é a autonomia — é a rede de carregamento. O carro resolve sua parte.
A bateria de fosfato de ferro-lítio é realmente melhor?
É mais segura, dura mais, não pega fogo tão facilmente. A desvantagem é que carrega um pouco mais lentamente. Mas para quem carrega em casa à noite, isso não importa.
Como o EX2 se diferencia do Dolphin, que já está consolidado?
O Dolphin é mais barato em algumas versões. O EX2 oferece mais espaço interno, melhor acabamento, câmera panorâmica. É um passo acima, mas no mesmo segmento de preço. Quem escolhe entre eles está escolhendo entre filosofias chinesas diferentes.
A Geely conseguirá competir com a BYD, que tem rede de concessionárias maior?
Não vai ser fácil. Mas a BYD também está lançando novos modelos. O mercado está crescendo rápido o suficiente para todos. A questão é se a Renault consegue distribuir bem.