Na última terça-feira, o Brasil deu mais um passo em sua longa relação com o etanol: o Conselho Nacional de Política Energética elevou de 30% para 32% o teor obrigatório de etanol na gasolina, criando a chamada E32. A decisão reflete a aposta histórica do país na bioenergia, mas carrega consequências desiguais — enquanto os carros modernos flex se adaptam em silêncio, veículos mais antigos carregam a marca do tempo e da incompatibilidade. É um lembrete de que toda transição energética tem um custo, e ele raramente é distribuído de forma uniforme.