Gasolina com 32% de etanol será aprovada na quarta-feira, anuncia Alckmin

Reduz importações, polui menos, estimula a agricultura
Os três objetivos que o vice-presidente Alckmin apontou para a mudança na composição da gasolina.

Em mais um capítulo da longa relação do Brasil com o etanol, o vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou em Mato Grosso que o país elevará de 30% para 32% a mistura obrigatória do biocombustível na gasolina, decisão a ser formalizada na quarta-feira pelo Conselho Nacional de Política Energética. A medida, ancorada na Lei do Combustível do Futuro, projeta eliminar cerca de 500 milhões de litros mensais de importação de gasolina, aproximando o Brasil da autossuficiência energética. É um movimento que entrelaça economia, meio ambiente e soberania — e que coloca o Centro-Oeste no centro de uma transformação silenciosa, mas profunda, na matriz energética nacional.

  • O anúncio feito em solo mato-grossense não é casual: Mato Grosso concentra 70% do etanol de milho nacional e registrou produção histórica de 5,6 bilhões de litros na última safra.
  • A urgência é econômica — cada mês sem a mudança representa meio bilhão de litros de gasolina importada, com impacto direto na balança comercial e no preço ao consumidor.
  • A elevação de E30 para E32 é a segunda em menos de um ano, sinalizando uma escalada deliberada de política pública que começou em agosto de 2025 com o salto de 27,5% para 30%.
  • O governo aposta em um triplo benefício simultâneo: gasolina mais barata, menos poluição e aquecimento do agronegócio, com a cadeia do milho gerando ainda DDG como ração animal.
  • A medida tem prazo de 180 dias — uma janela de teste antes de eventual consolidação permanente, o que mantém o debate sobre seus impactos reais em aberto.
  • Com menos gasolina importada, portos e rotas logísticas se liberam para outros derivados como o diesel, ampliando a eficiência de toda a cadeia energética brasileira.

O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou durante visita a Mato Grosso que o Conselho Nacional de Política Energética aprovará na quarta-feira a elevação do percentual de etanol na gasolina de 30% para 32%. A decisão é mais um degrau em uma escada de aumentos que começou em agosto de 2025, quando o índice subiu de 27,5% para 30%, e reflete uma aposta crescente do governo federal no biocombustível como eixo da política energética nacional.

Alckmin elencou três ganhos simultâneos: queda no preço da gasolina ao consumidor, redução de emissões poluentes e estímulo ao setor agroindustrial. O impacto mais imediato, segundo o governo, seria a eliminação de aproximadamente 500 milhões de litros mensais de importação de gasolina — volume que, na prática, colocaria o Brasil em situação de autossuficiência no abastecimento do combustível.

Mato Grosso é o coração dessa transformação. O estado responde por cerca de 70% de toda a oferta nacional de etanol de milho, com produção histórica de 5,6 bilhões de litros na safra mais recente e projeção de crescimento superior a 16% nos próximos ciclos. Goiás e Mato Grosso do Sul completam o trio do Centro-Oeste que sustenta essa expansão. Além do combustível em si, a produção de etanol de milho gera DDG, subproduto usado como ração animal, criando uma cadeia de valor integrada que vai além dos postos de gasolina.

A medida tem caráter temporário — 180 dias, prorrogáveis — o que permite ao governo avaliar os efeitos reais antes de uma eventual consolidação. Ela se insere nas diretrizes da Lei do Combustível do Futuro, marco regulatório que busca ampliar o uso de renováveis e reduzir emissões no transporte. Um efeito colateral positivo apontado pelo governo é a liberação de infraestrutura portuária hoje ocupada com a importação de gasolina, o que deve melhorar a logística de outros derivados, como o diesel.

O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou neste sábado, durante visita a Mato Grosso, que o Conselho Nacional de Política Energética aprovará na quarta-feira uma mudança que elevará o percentual de etanol misturado à gasolina de 30% para 32%. A decisão marca mais um passo na trajetória de aumentos sucessivos que começou em agosto de 2025, quando o índice saltou de 27,5% para os atuais 30%.

Segundo Alckmin, a medida trará três benefícios simultâneos: redução no preço final da gasolina, diminuição da poluição ambiental e estímulo ao setor agroindustrial brasileiro. O governo federal projeta que essa mudança reduzirá em aproximadamente 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina — volume suficiente para eliminar completamente a dependência externa do país no abastecimento do combustível, colocando o Brasil em posição de autossuficiência energética.

O vice-presidente destacou a importância do etanol de milho nesse cenário. Além de combustível, a produção gera DDG (Grãos Secos de Destilaria), subproduto utilizado como ração animal, criando uma cadeia de valor integrada. A perspectiva é que o Brasil produza aproximadamente 9 bilhões de litros de etanol de milho, representando mais de 25% de toda a produção nacional de etanol.

Mato Grosso é o epicentro dessa expansão. O estado concentra sozinho cerca de 70% de toda a oferta nacional de etanol de milho, seguido por Goiás e Mato Grosso do Sul. Na safra mais recente, a produção estadual atingiu a marca histórica de 5,6 bilhões de litros, com projeções indicando um crescimento superior a 16% nos próximos ciclos. O Centro-Oeste como região é o grande motor dessa transformação.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou em abril que a medida terá caráter excepcional e temporário, com vigência inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período mediante decisão do conselho. Essa estrutura permite ao governo testar os impactos reais da mudança antes de uma eventual consolidação.

Além dos efeitos diretos no preço e na sustentabilidade, o governo aponta que a medida melhorará a logística do setor energético. Ao reduzir a necessidade de importação de gasolina, liberará infraestrutura portuária e de distribuição atualmente dedicada a esse combustível, aumentando a eficiência na movimentação de outros derivados, como o diesel.

A aprovação de quarta-feira integra as diretrizes da Lei do Combustível do Futuro, marco regulatório aprovado anteriormente com objetivo de ampliar o uso de energias renováveis e reduzir emissões no setor de transportes. Essa lei representa uma mudança estrutural na matriz energética brasileira, com o etanol como peça central da estratégia.

Isso ajuda a gasolina a ficar mais barata, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria
— Geraldo Alckmin, vice-presidente da República
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que o governo escolheu especificamente 32% e não um percentual maior?

Model

A decisão parece ser gradual e cautelosa. Começaram em 27,5%, subiram para 30% em agosto, agora vão para 32%. Cada passo permite avaliar os impactos reais — no preço, na compatibilidade dos motores, na logística. Um salto muito grande de uma vez poderia criar problemas inesperados.

Inventor

E se a medida temporária de 180 dias não funcionar como esperado?

Model

O governo deixou a porta aberta para reverter ou manter. Se o preço não cair, se houver problemas técnicos, eles podem voltar atrás. Mas a aposta é que funcione bem o suficiente para se tornar permanente.

Inventor

Mato Grosso produz 70% do etanol de milho do Brasil. Isso não cria uma dependência perigosa de uma única região?

Model

É um risco real. Se uma seca ou praga atingir a região, toda a cadeia sofre. Mas por enquanto, o Centro-Oeste tem condições climáticas e infraestrutura que outras regiões não têm. A tendência é que a produção se expanda para Goiás e Mato Grosso do Sul também.

Inventor

O DDG, esse subproduto da produção, realmente tem valor comercial?

Model

Tem. É ração animal de qualidade, com mercado garantido. Então a indústria não está apenas produzindo combustível — está gerando receita em múltiplas frentes. Isso torna o negócio mais robusto.

Inventor

Se o Brasil ficar autossuficiente em gasolina, o que muda na política externa?

Model

Muda bastante. Deixa de ser importador, ganha poder de negociação. E se conseguir exportar etanol, muda ainda mais. Mas isso depende de manter a produção estável e de o mercado internacional aceitar o produto.

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