No Brasil pós-pandemia, a expansão do crédito digital alcançou quem antes estava à margem do sistema financeiro — mas não sem custo. Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, revelou que cerca de 40 milhões de brasileiros estão presos em juros de cartão rotativo que chegam a 15% ao mês, uma realidade tão distante da taxa básica de 14,25% ao ano que a política monetária tradicional mal consegue tocá-la. É um paradoxo da inclusão financeira: ao abrir portas, o sistema conduziu milhões para as formas mais onerosas de dívida, criando uma corrente que nenhum ajuste de juros, sozinho, parece ca
Galípolo: Parte da dívida brasileira é pouco sensível à política monetária
40 milhões de brasileiros enfrentam ciclo de endividamento com juros mensais de 15%, comprometendo capacidade de consumo e bem-estar financeiro das famílias.