Não é uma conferência, é uma viagem participativa
No Porto de 10 e 11 de julho, a Futura Foundation propõe algo raro: convidar uma cidade inteira a sentar-se à mesa do futuro. Cidadãos, artistas e cientistas reunir-se-ão no Círculo Universitário para imaginar coletivamente o Porto de 2050 — mais verde, mais fresco, mais humano — e transformar essa imaginação partilhada num mapa concreto. É um gesto que parte da convicção de que as melhores respostas aos desafios do nosso tempo não descem de cima, mas emergem quando vozes diferentes se encontram e começam, juntas, a sonhar com o que ainda pode ser.
- A urgência climática e social exige que as cidades deixem de reagir ao futuro e comecem a desenhá-lo — é essa a tensão que a Futura Time Machine Porto coloca em cena.
- O evento rompe com o formato passivo das conferências tradicionais, transformando participantes em co-autores de um mapa real para 2050.
- Nomes como Joana Vasconcelos, José Miguel Lameiras e a premiada Teresa Vicente trazem perspetivas cruzadas — arte, arquitetura paisagista e direito ambiental — para o mesmo espaço de imaginação.
- O Mapa Porto 2050, a ser revelado a 11 de julho às 18h30, será o produto tangível desse esforço coletivo, com potencial de orientar decisões urbanas concretas.
- A iniciativa não fica no Porto: Coimbra, Évora e Lisboa aguardam a sua própria viagem no tempo, enquanto a Futura Fellowship prepara uma residência imersiva em Lisboa para 2028.
Graça Fonseca não chama conferência ao que está a preparar para o Porto. Chama viagem. Nos dias 10 e 11 de julho, a Futura Foundation abre as portas do Círculo Universitário do Porto para a Futura Time Machine — uma experiência participativa que convida cidadãos, estudantes, artistas e cientistas a imaginar coletivamente a cidade que querem ser em 2050.
O objetivo é concreto: construir o Mapa Porto 2050, um documento vivo que reflete as ideias e soluções que emergirem do encontro, revelado ao público no final da tarde de 11 de julho. O programa inclui o Fórum da Imaginação, aberto a todos, com vozes tão diversas como a artista Joana Vasconcelos, o arquiteto paisagista José Miguel Lameiras e a professora de Direito Ambiental Teresa Vicente, galardoada com o Prémio Goldman.
A Futura Foundation nasceu em 2025, fundada por Ruth Shaber, Graça Fonseca e Glenn D. Barnes, com sede em Lisboa. A sua missão é apoiar mulheres portuguesas em início de carreira que trabalham nos grandes desafios do tempo — alterações climáticas, democracia, equidade e inteligência artificial. A Time Machine é uma das suas apostas; a outra é a Futura Fellowship, residência imersiva de um ano em Lisboa, com candidaturas previstas para 2027 e abertura em 2028.
A escolha do Porto como primeira paragem não é acidental. É uma cidade que já questiona o seu futuro, e a Futura Foundation propõe dar forma coletiva a essas perguntas. Depois, a viagem continua — Coimbra, Évora e Lisboa terão cada uma o seu próprio mapa, construído pela mesma metodologia: convidar, imaginar, desenhar, revelar.
Graça Fonseca tem uma forma particular de descrever o que está prestes a acontecer no Porto nos dias 10 e 11 de julho. Não é uma conferência, insiste. É uma viagem. E não é uma viagem qualquer — é uma viagem participativa que convida a cidade inteira a embarcar rumo a 2050.
A cofundadora da Futura Foundation abriu as inscrições para a Futura Time Machine Porto com uma premissa simples mas ambiciosa: reunir cidadãos, estudantes, artistas e cientistas para imaginar coletivamente o Porto que queremos ser daqui a vinte e cinco anos. O evento decorre no Círculo Universitário do Porto e culmina na apresentação do Mapa Porto 2050, que será revelado ao público no final da tarde de 11 de julho, às 18h30.
O trabalho que se desenrola ao longo dos dois dias tem um objetivo concreto: desenhar uma cidade "verde-azul" para 2050. Mais fresca, mais arborizada, mais humana. Não é retórica vaga. É um mapa que será construído nas mãos de quem participar, refletindo as ideias, os desejos e as soluções que emergirem do encontro. O programa inclui o Fórum da Imaginação, aberto ao público, onde nomes como a artista plástica Joana Vasconcelos, o arquiteto paisagista José Miguel Lameiras da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, João Kopke e a professora de Direito Ambiental Teresa Vicente — galardoada com o Prémio Goldman — trazem perspetivas diferentes sobre o que uma cidade pode ser.
A Futura Foundation, que nasceu em 2025, é uma instituição portuguesa sediada em Lisboa criada por Ruth Shaber, Graça Fonseca e Glenn D. Barnes. A sua missão é apoiar mulheres portuguesas em início de carreira que trabalham nos grandes desafios do nosso tempo: alterações climáticas, democracia e cidadania, equidade, inteligência artificial e educação. A Time Machine é apenas uma das suas iniciativas. Há também a Futura Fellowship, uma residência imersiva de um ano em Lisboa que abrirá as candidaturas em 2027 e as portas em 2028.
Mas por enquanto, o foco está no Porto. A Time Machine não é uma conferência onde se ouve passivamente. É uma experiência onde se participa ativamente. Fonseca é clara sobre isto. E o facto de o Porto ser escolhido como primeira cidade para esta viagem no tempo não é casual — é uma cidade que já pensa em transformação, que já questiona o seu futuro. O que a Futura Foundation propõe é dar forma coletiva a essas questões, transformá-las em desenhos, em mapas, em ideias concretas que possam orientar decisões reais.
Depois do Porto, a Time Machine viajará para Coimbra, Évora e Lisboa. Cada cidade terá a sua própria viagem, o seu próprio mapa. Mas a metodologia será a mesma: convidar, imaginar, desenhar, revelar. É uma aposta na inteligência coletiva, na ideia de que as melhores soluções para o futuro não vêm de cima para baixo, mas nascem quando pessoas diferentes — artistas, cientistas, cidadãos comuns — se sentam à mesma mesa e começam a sonhar em conjunto.
Citações Notáveis
Queremos convidar o Porto a imaginar, de forma coletiva, a cidade que quer ser em 2050— Graça Fonseca, cofundadora da Futura Foundation
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
O que distingue isto de uma conferência tradicional sobre sustentabilidade urbana?
Uma conferência é um espaço onde especialistas falam para uma audiência. Aqui, a audiência é o especialista. Cada pessoa que entra traz conhecimento sobre a sua cidade, sobre como vive, sobre o que falta. O trabalho é coletivo desde o início.
Mas como é que se transforma imaginação em algo tangível? Como é que um mapa criado em dois dias tem impacto real?
O mapa não é o fim. É o começo de uma conversa com quem toma decisões. É um documento que diz: isto é o que o Porto quer ser. Isto é o que as pessoas imaginaram juntas. Depois, cabe aos políticos, aos arquitetos, aos urbanistas, ouvir e agir.
Porque é que o Porto é a primeira cidade?
Porque o Porto já está numa transformação. Tem história, tem identidade, mas também tem espaço para reinventar-se. É uma cidade que faz perguntas sobre o seu futuro. A Time Machine vem responder coletivamente.
E as mulheres em início de carreira — como é que isto se conecta com a missão da Futura Foundation?
A Foundation apoia mulheres que trabalham nos grandes desafios. Uma cidade mais verde, mais humana, é um desses desafios. Ao criar espaços onde essas mulheres podem liderar conversas sobre o futuro, estamos a dar-lhes plataforma e legitimidade.
O que espera que saia daqui?
Um mapa, sim. Mas também uma comunidade. Pessoas que se conhecem, que pensaram juntas, que agora têm responsabilidade sobre o futuro que imaginaram. Isso é mais valioso do que qualquer documento.