Seu filho agora assume o cargo enquanto a nação em guerra negocia paz
Ali Khamenei, que por 36 anos moldou o destino da República Islâmica, morreu em fevereiro sob as bombas de uma aliança entre Israel e os Estados Unidos — e agora, meses depois, seu corpo percorrerá as cidades sagradas do Irã em cerimônias que a guerra adiou. O funeral, marcado entre 4 e 9 de julho, é ao mesmo tempo um rito de passagem nacional e um espelho do momento fraturado que o país atravessa: enquanto enterram o pai, o filho Mojtaba assume o poder e negocia a paz com o mesmo país que ordenou o ataque.
- Khamenei foi morto no primeiro dia dos bombardeios coordenados de Israel e EUA em 28 de fevereiro, deixando um vácuo de poder imediato no centro da República Islâmica.
- Seu filho Mojtaba, que perdeu a esposa no mesmo ataque e ficou ferido, agora carrega o luto pessoal e o peso da liderança suprema de uma nação em guerra.
- O funeral, adiado por meses em exceção às normas islâmicas que exigem enterro em 24 horas, percorrerá Teerã, Qom e Mashhad entre 4 e 9 de julho — um ritual de Estado em câmera lenta.
- O Paquistão anunciou que Irã e EUA chegaram a um acordo de paz e devem assinar um tratado inicial em menos de 24 horas, transformando o funeral num ponto de inflexão histórico.
- O que resta em aberto é como Mojtaba navegará simultaneamente o luto coletivo de uma nação e as negociações que podem redefinir o lugar do Irã no mundo.
Ali Khamenei morreu aos 86 anos no primeiro dia do bombardeio coordenado entre Israel e os Estados Unidos, em 28 de fevereiro. Seu funeral começará em Teerã no dia 4 de julho e encerrará com o enterro em Mashhad — a cidade sagrada onde nasceu — no dia 9. Antes disso, o corpo passará por cerimônias em Qom, no dia 7. A cronologia estendida representa uma exceção deliberada às normas islâmicas tradicionais, que determinam o sepultamento em até 24 horas, justificada pelo contexto de guerra.
Durante seus 36 anos no poder, Khamenei transformou o Irã em força geopolítica de peso no Oriente Médio, construindo redes de influência militar através de grupos aliados como o Hezbollah e mantendo postura de confronto constante com Washington. O ataque que o matou destruiu seu complexo residencial no centro de Teerã. Seu filho Mojtaba, de 56 anos, estava presente: perdeu a esposa no bombardeio, ficou ferido, mas sobreviveu — e agora herda não apenas o título de líder supremo, mas uma nação em guerra e uma estrutura de poder consolidada pelo pai ao longo de décadas.
O timing do funeral coincide com um momento decisivo nas negociações internacionais. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou que Irã e Estados Unidos chegaram a um acordo sobre os marcos de um tratado de paz, com assinatura prevista em menos de 24 horas. O conflito que custou a vida de Khamenei pode estar chegando ao fim — mas como Mojtaba conduzirá ao mesmo tempo o luto nacional e a construção da paz permanece uma questão em aberto.
Ali Khamenei, o líder supremo do Irã que moldou a política do país por três décadas e meia, morreu no primeiro dia de um bombardeio coordenado entre Israel e os Estados Unidos em 28 de fevereiro. Tinha 86 anos. Seu funeral começará em Teerã no dia 4 de julho e terminará com o enterro em Mashhad, a cidade sagrada onde nasceu, no dia 9 de julho, segundo comunicado da mídia estatal iraniana divulgado no sábado.
O corpo de Khamenei passará por cerimônias em Qom, outra cidade de importância religiosa, no dia 7 de julho, antes de seguir para seu repouso final. A cronologia estendida representa uma exceção às normas islâmicas tradicionais, que determinam o sepultamento no máximo 24 horas após a morte. Mas a lei permite desvios em circunstâncias extraordinárias — e uma guerra de três meses certamente se qualifica como tal.
Durante seus 36 anos no poder, Khamenei transformou o Irã em um ator geopolítico de peso considerável, particularmente no Oriente Médio. Ele construiu uma rede de influência militar através de grupos aliados, incluindo o Hezbollah no Líbano, enquanto mantinha uma postura de confronto constante com Washington. Sua crítica aos Estados Unidos foi uma marca registrada de seu governo, mesmo quando sucessivas administrações americanas tentaram — sem êxito — negociar sobre o programa nuclear iraniano.
O ataque aéreo que o matou destruiu seu complexo residencial no centro de Teerã. Seu filho Mojtaba, de 56 anos, estava presente no local. O jovem perdeu sua esposa no bombardeio e sofreu ferimentos, mas sobreviveu. Ele agora assume o cargo de líder supremo, herdando não apenas um título, mas uma nação em guerra e uma estrutura de poder que seu pai consolidou ao longo de décadas.
O timing do funeral coincide com um desenvolvimento significativo nas negociações internacionais. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou no sábado que Irã e Estados Unidos chegaram a um acordo sobre os marcos de um tratado de paz. Segundo Sharif, ambos os países devem assinar um acordo inicial nas próximas 24 horas — um sinal de que o conflito que custou a vida de Khamenei pode estar chegando a um ponto de inflexão. O que isso significa para a liderança recém-estabelecida de Mojtaba, e como ele navegará tanto o luto nacional quanto as negociações de paz, permanece em aberto.
Citas Notables
Irã e Estados Unidos chegaram a um acordo sobre uma estrutura para um acordo de paz após mais de três meses de guerra e devem assinar um acordo inicial nas próximas 24 horas— Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que o funeral leva cinco dias inteiros, de 4 a 9 de julho? Isso não viola as práticas islâmicas?
Tecnicamente sim, mas a lei islâmica permite exceções em tempos de guerra. Três meses de conflito aéreo qualificam como circunstância extraordinária. Além disso, há questões práticas — cerimônias em múltiplas cidades sagradas, preparativos de segurança, o próprio luto nacional.
Seu filho Mojtaba perdeu a esposa no mesmo ataque que matou o pai. Como alguém assume a liderança suprema de uma nação enquanto está em luto pessoal?
É uma situação sem precedentes para ele. Mojtaba foi ferido no ataque, perdeu sua esposa, e agora carrega tanto o peso da sucessão quanto o trauma familiar. A estrutura de poder que seu pai construiu em 36 anos agora repousa sobre seus ombros.
Khamenei passou décadas construindo influência militar no Oriente Médio através de grupos como o Hezbollah. Mojtaba herdará essa rede intacta?
A rede existe, mas sua eficácia sob nova liderança é incerta. Khamenei tinha três décadas de autoridade consolidada. Mojtaba terá que estabelecer sua própria credibilidade enquanto o país negocia um acordo de paz — o oposto do que seu pai fez.
O Paquistão diz que um acordo de paz pode ser assinado em 24 horas. Isso é real ou diplomacia de fachada?
É difícil dizer. Mas o timing é notável — anunciado exatamente quando o funeral está sendo planejado. Pode ser um sinal de que ambos os lados estão exaustos, ou pode ser uma manobra para ganhar tempo enquanto o Irã liida com a transição de liderança.