A França inscreve-se na história da mobilidade urbana ao regulamentar, com critérios técnicos precisos, a circulação de robôs autônomos de entrega nas suas cidades. A legislação não apenas define limites físicos e operacionais para essas máquinas, mas impõe às empresas uma responsabilidade contínua sobre cada trajeto percorrido — reconhecendo que a automação, para ser legítima, precisa ser acompanhada de prestação de contas. É um gesto que vai além da tecnologia: é uma declaração sobre como as sociedades modernas pretendem organizar a convivência entre humanos e máquinas no espaço público.