Há 75 milhões de anos, no que hoje é o interior de São Paulo, uma pequena serpente de 42 centímetros abria caminho pelo solo do Cretáceo com um crânio especializado e sentidos afinados para a escuridão subterrânea. Seu fóssil, batizado Tametara mirim e analisado por uma equipe internacional liderada por Princeton, revela que as serpentes primitivas não eram criaturas genéricas à espera de se tornar algo — já eram especialistas, já habitavam nichos distintos, já carregavam a diversidade que definiria seu sucesso evolutivo. A descoberta, publicada na Nature, convida a ciência a reconsiderar não