No corredor de uma das mais tradicionais faculdades de medicina do Brasil, a pedra que reveste as paredes guarda um silêncio de 2,1 bilhões de anos. Pesquisadores identificaram estromatólitos — fósseis de colônias de cianobactérias — no mármore original da Faculdade de Medicina da UFMG, estruturas que testemunharam e protagonizaram a oxigenação da atmosfera terrestre. A descoberta não exigiu escavações nem expedições remotas: exigiu, apenas, que alguém aprendesse a olhar para o que sempre esteve ali.