Na fronteira entre a biologia e a computação, a investigação em neuro-urologia atravessa uma reconfiguração silenciosa mas profunda. Um estudo de revisão publicado na Nature Reviews Urology, assinado por uma investigadora da Universidade do Porto, situa esta transição não como ruptura, mas como coexistência: a inteligência artificial e os organoides ganham espaço sem ainda conseguirem substituir a complexidade viva dos modelos animais. É o retrato de uma ciência que avança com cautela, guiada tanto pela ética como pela necessidade.