Flamengo tem chance urgente de renovar elenco antes do rebaixamento

A faxina é necessária, urgente.
O Flamengo está à beira do rebaixamento e precisa reformular seu elenco imediatamente.

Quando um treinador experiente assume um clube sem sequer ter dirigido um treino, os primeiros noventa minutos tornam-se menos um jogo e mais um diagnóstico. Foi o que aconteceu com Dorival Júnior no Flamengo: uma derrota por 3 a 1 para o Internacional que revelou, com clareza dolorosa, que o problema não é tático — é humano. O clube, à beira da zona de rebaixamento, enfrenta agora aquela verdade que os grandes times sempre adiam: nem toda crise se resolve com um novo comandante.

  • Dorival Júnior foi apresentado ao elenco em um hotel e foi direto ao banco — sem treino, sem preparo, sem margem para erro.
  • O Flamengo perdeu por 3 a 1, com o primeiro gol sofrido antes do primeiro minuto terminar, expondo um grupo sem coesão, sem intensidade e sem argumento.
  • Os jogadores mais experientes foram escalados e decepcionaram coletivamente, sinalizando que o problema não é de sistema, mas de pessoal.
  • O clube está perigosamente próximo da zona de rebaixamento, e a janela de transferências aberta representa a última chance real de reversão.
  • O jogo contra o Cuiabá na quarta-feira surge como o primeiro teste concreto: manter os mesmos ou ter coragem de fazer a limpeza que a situação exige.

Dorival Júnior não dirigiu um único treino antes de sentar no banco do Flamengo. Foi apresentado aos jogadores num hotel em Porto Alegre e foi direto para o confronto contra o Internacional. O time já perdia antes de o primeiro minuto acabar. A partida terminou 3 a 1, com um pênalti polêmico selando o placar.

Não há como responsabilizar o técnico pela terceira derrota seguida no Brasileiro — ele simplesmente não teve tempo. Mas os noventa minutos foram reveladores à sua maneira. Dorival escolheu escalar os jogadores mais experientes, aqueles que deveriam ser a espinha dorsal do time. O resultado foi uma atuação coletivamente fraca, e talvez tenha sido exatamente o diagnóstico que o treinador precisava fazer.

A oportunidade agora é clara: promover mudanças profundas já na quarta-feira, contra o Cuiabá no Maracanã. Há atletas que já demonstraram não ter mais nada a oferecer ao clube, e mantê-los em campo é um risco que a tabela não permite.

O Flamengo está próximo demais da zona de rebaixamento para agir com cautela. A janela de transferências ainda está aberta, e o clube precisa usá-la — dispensando, negociando e substituindo jogadores com urgência. Nenhum técnico, por mais experiente, vence com um elenco que já esgotou suas possibilidades.

Dorival Júnior chegou ao Flamengo sem nem mesmo ter dirigido um treino. Foi apresentado aos jogadores em um hotel em Porto Alegre e seguiu direto para o banco de reservas no confronto contra o Internacional. Antes que o primeiro minuto terminasse, seu time já perdia por um gol. A partida terminaria 3 a 1, com o terceiro gol marcado em circunstâncias questionáveis — um pênalti que o árbitro Braulio da Silva Machado considerou bizarro o suficiente para ser anotado.

Não é justo culpar o técnico pela terceira derrota consecutiva do Flamengo no Campeonato Brasileiro. Ele não teve tempo de imprimir sua marca, de trabalhar, de conhecer o grupo. Mas aqueles 90 minutos foram reveladores. A atuação foi terrível, e não por acaso — Dorival, em sua terceira passagem pelo clube, optou por escalar os jogadores mais experientes, aqueles que supostamente deveriam carregar o time. Deu tudo errado. E talvez tenha sido exatamente o que o técnico precisava ver.

O resultado oferece a Dorival uma oportunidade clara: fazer uma limpeza profunda já no próximo jogo, quarta-feira contra o Cuiabá, no Maracanã. Não há razão para manter em campo atletas que já demonstraram não ter mais nada a oferecer. O problema é saber se ele terá respaldo para isso.

O Flamengo está à beira do abismo. Próximo demais da zona de rebaixamento para conforto. A situação exige ação imediata, não reflexão. O clube precisa afastar jogadores, dispensá-los, negociá-los, substituí-los — e precisa fazer isso agora, enquanto a janela de transferências ainda está aberta. Não é uma sugestão. É uma necessidade.

A reformulação do elenco não é apenas recomendável. É urgente. Sem ela, o Flamengo corre o risco real de descer para a série inferior. E nenhum técnico, por mais experiente que seja, consegue vencer essa batalha com soldados que já não têm munição.

Os 90 minutos lhe deram motivos para mudar tudo já na quarta-feira contra o Cuiabá
— Análise da coluna
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que Dorival não pode ser responsabilizado pela derrota se ele é o técnico?

Model

Porque ele não treinou ninguém. Chegou, foi apresentado em um hotel e foi direto para o jogo. Não dá tempo de implementar nada. Mas os 90 minutos mostraram problemas que vêm de antes.

Inventor

Então o problema não é ele, é o elenco?

Model

Exatamente. Ele escalou os jogadores mais experientes, aqueles que deveriam ser a base do time. E foram péssimos. Isso é informação valiosa.

Inventor

Qual é a urgência real aqui?

Model

O Flamengo está muito perto de cair para a série B. Não é dramatização. Estão na beira da zona de rebaixamento. Sem mudanças rápidas, pode ser tarde demais.

Inventor

E se Dorival quiser fazer essas mudanças e o clube não deixar?

Model

Aí fica impossível. Nenhum técnico consegue trabalhar com jogadores que não têm mais condições. É como tentar construir com tijolos podres.

Inventor

A janela de transferências fecha quando?

Model

Logo. Por isso é tão urgente. Se não fizer a limpeza agora, vai ter que esperar meses. E meses podem significar rebaixamento.

Inventor

Então o jogo contra o Cuiabá é um teste?

Model

É mais que um teste. É o momento em que Dorival mostra se vai ter coragem de mexer no time ou se vai repetir os mesmos erros.

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