Flamengo acelera mercado e oficializa Samuel Lino como reforço mais caro da história

O Flamengo finalmente pode respirar e trabalhar com margem
Após as saídas de Gerson e Wesley, o clube liberou recursos para investimentos robustos na sequência da temporada.

Na manhã de 29 de julho, Samuel Lino desembarcou no Rio de Janeiro como símbolo de uma virada estratégica do Flamengo: o clube que hesitou no início da janela agora investe com convicção, transformando as saídas de Gerson e Wesley em combustível para ambições maiores. A contratação mais cara da história rubro-negra — 22 milhões de euros fixos — não é um gesto isolado, mas o reflexo de um clube que aprendeu a converter perdas em oportunidades, redesenhando seu elenco enquanto a temporada ainda exige respostas.

  • O Flamengo que começou a janela de forma tímida, chegando a tentar contratar Mikey Johnston por 5 milhões de libras sem convencer ninguém, agora movimenta dezenas de milhões de euros em questão de semanas.
  • As saídas de Gerson e Wesley geraram 326 milhões de reais em receita, abrindo uma margem orçamentária que o departamento de futebol está autorizado a gastar — e está gastando.
  • Samuel Lino, Emerson Royal, Saul e o iminente Carrascal formam uma leva de reforços que reposiciona o clube em pelo menos três setores do campo ao mesmo tempo.
  • Com cerca de 388 milhões de reais investidos em 2025, o Flamengo ainda não superou o recorde de 415 milhões de 2024, mas a trajetória indica que a janela está longe de encerrar.
  • A contratação de Lino, sozinha, já supera o valor gasto com Carlos Alcaraz em 2024 — uma aposta que não vingou — sinalizando que o clube busca acertar desta vez com mais critério e mais dinheiro.

O Flamengo acordou para o mercado na manhã de 29 de julho com a chegada de Samuel Lino ao Rio de Janeiro. O atacante representa uma virada clara: o clube havia começado a janela de forma hesitante, chegando a tentar contratar o irlandês Mikey Johnston, do West Bromwich Albion, por cerca de 37 milhões de reais — movimento vetado pela diretoria após repercussão negativa e parecer desfavorável do departamento médico. Agora, em vez de um nome questionável, chega uma contratação que sinaliza força.

Lino custará 22 milhões de euros fixos — 142 milhões de reais — podendo chegar a 25 milhões de euros com bônus variáveis, tornando-se o reforço mais caro da história rubro-negra. Ele não chega sozinho: Emerson Royal já foi apresentado como lateral-direito, Saul reforça o meio-campo como volante, e Carrascal deve desembarcar em breve por cerca de 12 milhões de euros para ocupar a posição que o clube perseguia desde o início do ano.

O motor de tudo isso é financeiro. As saídas de Gerson — vendido ao Zenit com multa rescisória paga à vista — e Wesley geraram 326 milhões de reais em receita fixa, com possibilidade de mais 32 milhões em bônus pela saída do atacante. Esse fluxo abriu não apenas espaço orçamentário, mas também uma margem de 15 milhões de euros que o departamento de futebol está autorizado a utilizar além do que já entrou.

Em perspectiva histórica, os investimentos de 2025 — estimados em cerca de 388 milhões de reais — ainda não superam o recorde de 415 milhões registrado em 2024, ano em que o clube apostou 125 milhões em Carlos Alcaraz, contratação que não se sustentou. A série histórica mostra oscilações consideráveis ao longo dos anos, mas a trajetória atual sugere que o Flamengo está longe de parar. A sequência da temporada terá um elenco mais robusto, mais caro e mais ambicioso do que aquele que iniciou a janela.

O Flamengo acordou para o mercado de transferências na terça-feira de manhã, 29 de julho, quando Samuel Lino desembarcou no Rio de Janeiro. A chegada do atacante marca uma virada clara na estratégia do clube, que havia começado a janela de forma tímida. O catalisador foi financeiro: as saídas de Gerson, Wesley e Alcaraz liberaram recursos suficientes para o clube respirar fundo e investir em reforços de peso.

Lino chega como a contratação mais cara da história rubro-negra. O Flamengo desembolsará 22 milhões de euros fixos — o equivalente a 142 milhões de reais — com possibilidade de alcançar 25 milhões de euros (161 milhões de reais) se as metas variáveis forem atingidas. É um número que reflete a ambição do clube neste momento. Ele não será o único: Emerson Royal já foi apresentado como lateral-direito, Saul chegou como volante, e Carrascal, o meia que o departamento perseguia há semanas, deve desembarcar em breve por aproximadamente 12 milhões de euros.

O contexto financeiro explica tudo. Gerson e Wesley, em transações fixas, geraram 326 milhões de reais em receita para o Flamengo. Gerson saiu para o Zenit com multa rescisória paga à vista; Wesley ainda pode render mais 32 milhões de reais em bônus. Essas saídas abriram espaço não apenas emocional, mas orçamentário. O clube estima ter gasto algo próximo a 388 milhões de reais até agora em 2025, considerando direitos econômicos e custos de intermediação. Mesmo assim, há uma folga de 15 milhões de euros (97 milhões de reais) entre entradas e saídas que o departamento de futebol está autorizado a utilizar.

O contraste com o início da janela é notável. Semanas atrás, o Flamengo havia tentado contratar Mikey Johnston, do West Bromwich Albion, por cerca de 5 milhões de libras (37 milhões de reais). O irlandês não foi bem recebido pela torcida, e o movimento foi vetado pela diretoria após parecer negativo do departamento médico e pressão pela repercussão ruim. Agora, em vez de um nome questionável, o clube traz Samuel Lino — uma contratação que sinaliza força e convicção.

Os números históricos colocam 2025 em perspectiva. Em 2024, o Flamengo bateu recorde ao investir 415 milhões de reais, incluindo os 125 milhões gastos com Carlos Alcaraz — uma aposta que não vingou e foi desfeita. Samuel Lino, sozinho, já supera aquele investimento em Alcaraz. Os investimentos de 2025 ainda não atingem o pico de 2024, mas a trajetória sugere que o clube está longe de parar. A série histórica mostra oscilações: 333 milhões em 2019, 227 milhões em 2020, 139 milhões em 2021, 253 milhões em 2022, 286 milhões em 2023, e o recorde de 415 milhões em 2024. Este ano promete ser robusto.

O que mudou foi a disposição de gastar. Desde o início do ano, o Flamengo buscava um meia para substituir Arrascaeta e um jogador para a ponta. Johnston poderia ter sido a resposta para a ponta, mas Samuel Lino é quem chegou. A contratação de Emerson Royal repôs a lateral-direita, e Carrascal deve chegar para preencher o meio-campo. O departamento de futebol, com lastro financeiro garantido pelas saídas, finalmente pode respirar e trabalhar com margem. A sequência da temporada terá um Flamengo diferente daquele que começou a janela — mais robusto, mais caro, mais ambicioso.

O Flamengo apertou o pé no acelerador no mercado de transferências
— Contexto da reportagem
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que o Flamengo demorou tanto para acelerar? Parecia uma janela morna no começo.

Model

Porque não tinha dinheiro em caixa. Gerson e Wesley ainda estavam lá. Quando saíram, liberaram 326 milhões de reais fixos. Aí a diretoria respirou fundo e começou a gastar.

Inventor

Samuel Lino é realmente o mais caro da história?

Model

Sim. 22 milhões de euros fixos, podendo chegar a 25 com bônus. Mais caro que o Alcaraz de 2024, que custou 125 milhões de reais mas foi vendido depois.

Inventor

E Mikey Johnston? Por que aquele movimento morreu?

Model

A torcida não gostou, o departamento médico desaconselhou, e a repercussão foi ruim. A diretoria vetou. Às vezes o mercado rejeita um nome e você tem que ouvir.

Inventor

Quanto o Flamengo já gastou em 2025?

Model

Aproximadamente 388 milhões de reais. Mas ainda tem 15 milhões de euros de folga entre entradas e saídas que podem ser usados.

Inventor

Isso vai bater o recorde de 2024?

Model

Provavelmente não. Em 2024 foram 415 milhões. Mas a trajetória mostra que o clube está investindo pesado e não deve parar por aqui.

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