Durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas à frente de São Paulo, seus filhos Matheus e Letícia constituíram uma empresa de consultoria e, em poucos meses, firmaram parceria com um grupo empresarial baiano ligado a uma das maiores consultorias tributárias do estado. A estrutura resultante — uma holding com endereços que remetem ao Palácio dos Bandeirantes e administradores conectados a clientes corporativos de peso — coloca diante da sociedade uma questão antiga e sempre delicada: onde termina a vida privada de quem governa e onde começa o uso, ainda que sutil, do poder público.