Deixá-los assistir ao pai em toda a sua glória
Há momentos em que o esporte deixa de ser apenas competição e passa a ser testemunho — algo que se oferece aos próprios filhos como prova de quem se é. Conor McGregor chega ao UFC 329 em Las Vegas carregando não apenas cinco anos de ausência e uma perna que um dia se partiu diante do mundo, mas também quatro crianças que nunca o viram lutar. A decisão de rompê com décadas de proteção deliberada revela um pai que, ao retornar ao octógono contra Max Holloway, busca ser visto por quem mais importa.
- Pela primeira vez em toda a carreira de McGregor, seus quatro filhos estarão presentes em uma de suas lutas — uma barreira que ele manteve por razões de segurança desde o nascimento do primogênito em 2017.
- A fratura grave sofrida contra Poirier em 2021 ainda paira como sombra: McGregor admitiu alívio por os filhos não terem presenciado aquele momento de colapso físico e emocional.
- Após cinco anos afastado, o lutador irlandês retorna ao octógono no UFC 329 contra Max Holloway no peso-meio-médio, carregando o peso simbólico de um recomeço que vai além do esporte.
- McGregor planejou passar horas com os filhos antes do combate — alimentá-los, colocá-los para dormir — antes de retornar à preparação final, equilibrando pai e lutador na mesma noite.
- A presença das crianças em Las Vegas é descrita pelo próprio McGregor como sua maior inspiração: mostrar-se 'em toda a sua glória' para quem nunca o viu competir.
Conor McGregor chegou a Las Vegas na terça-feira com uma companhia inédita: seus quatro filhos. No sábado, ao entrar no octógono para enfrentar Max Holloway no UFC 329, será a primeira vez que eles o verão competir profissionalmente ao vivo — um marco que sinaliza uma virada na vida do ex-campeão simultâneo dos pesos-pena e leve.
Por toda a carreira, McGregor manteve os filhos longe dos combates. A violência contida no octógono, entendia ele, não era lugar para crianças. Essa convicção ganhou ainda mais peso após julho de 2021, quando uma fratura grave na perna encerrou sua luta contra Dustin Poirier no primeiro round. Os filhos não estavam presentes, e McGregor disse estar grato por isso: 'Graças a Deus eles não estavam lá para presenciar a fratura na perna.'
Agora, recuperado e cinco anos mais velho, o lutador retorna à competição com uma decisão diferente. Antes do combate, planejava passar algumas horas com as crianças — alimentá-las, colocá-las para dormir — antes de voltar para a reta final da preparação com sua equipe.
'Vou dar tudo desta vez. Minha inspiração e meu objetivo é deixá-los assistir ao pai em toda a sua glória', declarou McGregor. O UFC 329 acontece na T-Mobile Arena, com transmissão pelo Paramount+ e card principal às 22h no horário de Brasília. Não é apenas um retorno às lutas — é o primeiro encontro entre seus filhos e o trabalho que o tornou famoso.
Conor McGregor chegou a Las Vegas na terça-feira com uma companhia que nunca havia trazido antes: seus quatro filhos. No sábado, quando entrar no octógono para enfrentar Max Holloway no UFC 329, será a primeira vez que eles o verão competir profissionalmente ao vivo. É uma mudança que marca um ponto de virada na vida do ex-campeão simultâneo dos pesos-pena e leve.
Por toda sua carreira, McGregor manteve os filhos longe dos combates. A razão era simples: o risco inerente ao esporte, a violência contida dentro daquele octógono, não era lugar para crianças. O filho mais velho nasceu em 2017; os outros três chegaram em 2019, 2021 e 2023. Nenhum deles havia presenciado uma luta do pai até agora. Essa proteção ganhou ainda mais peso depois de julho de 2021, quando McGregor enfrentou Dustin Poirier pela terceira vez. No primeiro round, sofreu uma fratura grave na perna que encerrou tudo. Os filhos não estavam lá. McGregor, refletindo sobre aquele momento, disse estar grato por isso: "Estou feliz com como correu da última vez, quando não os trouxe. O camp foi muito bom, mas toda a situação da lesão e da hostilidade daquele momento simplesmente não era o lugar certo para eles. Graças a Deus eles não estavam lá para presenciar a fratura na perna."
Agora, cinco anos depois, McGregor retorna à competição. Recuperado, mais velho, pai de quatro filhos que cresceram sem vê-lo fazer aquilo que o definiu. A decisão de trazê-los para Las Vegas reflete sua convicção de que este é o momento certo. Antes do combate de sábado, ele planejava passar algumas horas com eles — alimentá-los, colocá-los para dormir — antes de voltar para a casa onde seus treinadores e equipe o esperavam para a reta final da preparação, incluindo o corte de peso.
McGregor reconhece que a paixão pelo esporte é sua razão principal para voltar. Mas a presença dos filhos em Las Vegas torna tudo diferente. "Vou dar tudo desta vez. Minha inspiração e meu objetivo é deixá-los assistir ao pai em toda a sua glória," declarou. Não é apenas um retorno às lutas. É um retorno que seus filhos finalmente verão.
O UFC 329 acontece na T-Mobile Arena em Las Vegas no sábado, 11 de julho, com transmissão pelo Paramount+. O card principal começa às 22h no horário de Brasília. McGregor enfrenta Holloway no peso-meio-médio, em um duelo que marca não apenas seu retorno após cinco anos afastado, mas também o primeiro encontro entre seus filhos e o trabalho que o tornou famoso.
Citações Notáveis
Estou feliz com como correu da última vez, quando não os trouxe. Graças a Deus eles não estavam lá para presenciar a fratura na perna.— Conor McGregor ao TNT Sports
Vou dar tudo desta vez. Minha inspiração e meu objetivo é deixá-los assistir ao pai em toda a sua glória.— Conor McGregor
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que McGregor evitou trazer os filhos aos combates por tanto tempo?
O risco é real. Lutas são violentas, imprevisíveis. Uma criança vendo seu pai ser ferido gravemente — como aconteceu em 2021 — é algo que deixa marcas. McGregor mesmo disse estar grato de que os filhos não estavam lá quando a perna se quebrou.
E o que mudou agora?
Ele se recuperou. Passou cinco anos longe das lutas, vendo os filhos crescerem. Agora sente que chegou o momento certo — que pode mostrar-se em sua melhor forma, não em um momento de crise ou lesão.
Isso é sobre redenção?
Talvez. Mas também é sobre compartilhamento. Ele quer que vejam o que ele faz, quem ele é dentro daquele octógono. Não como uma lembrança de medo, mas como um momento de glória.
Como ele equilibra isso com a preparação para uma luta tão importante?
Com dificuldade, imagino. Ele disse que passaria tempo com eles — alimentá-los, colocá-los para dormir — e depois voltaria para o trabalho sério. É um compromisso dividido.
Os filhos entendem o que estão prestes a ver?
Provavelmente não completamente. O mais velho tem oito anos. Mas estarão lá, e isso é o que importa para McGregor.