Fifa avalia adiar Brasil x Noruega por calor extremo em Nova Jersey

A sensação térmica pode alcançar 39°C durante o jogo
Previsão meteorológica para Nova Jersey no domingo coloca em risco a realização do confronto no horário original.

Quando o clima se torna protagonista involuntário de uma Copa do Mundo, a Fifa se vê diante de uma tensão antiga entre o espetáculo humano e as forças da natureza. Em Nova Jersey, onde o calor pode alcançar 39°C de sensação térmica no domingo, a entidade avalia adiar em uma hora o confronto entre Brasil e Noruega pelas oitavas de final — uma decisão pequena no relógio, mas carregada de significado sobre como o futebol moderno negocia com o mundo que o hospeda. A CBF já se prepara internamente para a mudança, enquanto outras partidas do torneio enfrentam dilemas semelhantes diante de tempestades e ondas de calor.

  • Com sensação térmica prevista de 39°C e umidade de 59%, as condições em Nova Jersey ameaçam tornar o jogo Brasil x Noruega fisicamente insustentável no horário original.
  • A Fifa considera adiar o início da partida das 17h para as 18h (horário de Brasília), uma hora a mais que pode fazer diferença decisiva para a saúde dos atletas.
  • A CBF já trabalha internamente com o novo horário, mas aguarda confirmação oficial — um compasso de espera que revela a tensão entre planejamento e imprevisibilidade climática.
  • Os protocolos brasileiros de resfriamento — coletes com gelo, toalhas geladas e hidratação personalizada desenvolvida com a Gatorade — estão ativados, mas a entidade não planeja medidas além do já previsto.
  • O cenário climático se repete em outras partidas: México x Inglaterra pode ser antecipada para as 15h na Cidade do México, após o caos de chuvas que atrasou o jogo entre México e Equador na semana anterior.

A Fifa analisa adiar em uma hora o jogo entre Brasil e Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo, marcado para domingo em Nova Jersey. A mudança seria motivada pelas temperaturas extremas previstas para a região, com sensação térmica podendo chegar a 39°C no horário original da partida.

Segundo a CNN Brasil, a tendência é que o jogo comece às 18h no horário de Brasília, em vez das 17h inicialmente programadas. A CBF já trabalha internamente com essa possibilidade, aguardando apenas a confirmação oficial da Fifa. Os dados da AccuWeather indicam temperatura de 34°C no estádio, sensação de 37°C mesmo em áreas cobertas, umidade de 59% e 55% de chance de chuva com tempestades isoladas — condições que podem tornar Nova York a cidade mais quente desde 2013 nesta semana.

A confederação brasileira afirmou que não pretende adotar medidas extraordinárias além dos protocolos já estabelecidos antes do Mundial: coletes térmicos com gelo, toalhas geladas nos intervalos e cuidados reforçados com hidratação e alimentação, sob orientação da nutróloga Andreia Picanço. Em março, os jogadores da Seleção realizaram testes para mapear a perda de sais minerais em campo, recebendo planos personalizados desenvolvidos em parceria com a Gatorade.

O Brasil não é o único afetado. O confronto entre México e Inglaterra, também pelas oitavas, pode ser antecipado das 21h para as 15h na Cidade do México, para evitar tempestades — problema semelhante ao que atrasou o jogo entre México e Equador na última terça-feira. O vencedor desse duelo pode cruzar o caminho do Brasil nas quartas de final, caso a equipe de Carlo Ancelotti elimine a Noruega. As próximas horas devem trazer as definições finais da Fifa sobre os ajustes de horário.

A Fifa está analisando a possibilidade de adiar em uma hora o jogo entre Brasil e Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo, marcado para o próximo domingo em Nova Jersey. A mudança seria motivada pelas temperaturas extremas previstas para a região, que podem inviabilizar as condições de disputa no horário originalmente agendado.

Segundo apuração da CNN Brasil, a tendência é que a partida comece às 18h no horário de Brasília, em vez das 17h inicialmente programadas. No horário local dos Estados Unidos, o jogo passaria das 17h para as 18h. A Confederação Brasileira de Futebol já trabalha internamente com essa possibilidade, embora aguarde a confirmação oficial da entidade máxima do futebol mundial.

Os dados meteorológicos pintam um cenário desafiador para o confronto. A empresa AccuWeather prevê que a temperatura no estádio de Nova York/Nova Jersey chegará a 34°C, mas a sensação térmica pode alcançar 39°C durante o horário previsto para o jogo. Mesmo em áreas cobertas, a sensação térmica deve permanecer próxima dos 37°C. A umidade relativa do ar atingirá 59%, intensificando a sensação de abafamento. Além disso, há 55% de chance de chuva com possibilidade de tempestades isoladas e ventos em torno de 13 km/h. A previsão indica que Nova York pode registrar nesta semana as temperaturas mais altas desde 2013.

A CBF informou que não planeja adotar medidas extraordinárias além daquelas já previstas antes do Mundial para lidar com o calor intenso. Os protocolos incluem o uso de coletes térmicos com gelo, toalhas geladas para resfriamento durante os intervalos, e reforço nos cuidados com hidratação e alimentação dos atletas sob orientação da nutróloga Andreia Picanço. Em março, os jogadores da Seleção realizaram testes específicos para identificar a perda de sais minerais durante as partidas, recebendo orientações personalizadas de hidratação desenvolvidas em parceria com a Gatorade.

O Brasil não é o único afetado por preocupações climáticas nesta fase do torneio. O jogo entre México e Inglaterra, também válido pelas oitavas de final, pode sofrer alteração devido ao risco de tempestades na Cidade do México. Segundo a imprensa mexicana, a partida, inicialmente marcada para as 21h no horário de Brasília, poderá ser antecipada para as 15h. A Fifa ainda não confirmou oficialmente essa mudança. A medida busca evitar transtornos semelhantes aos registrados no confronto entre México e Equador, disputado na última terça-feira, que sofreu atraso devido às fortes chuvas.

México e Inglaterra estão no mesmo lado da chave da Seleção Brasileira. O vencedor desse confronto poderá enfrentar o Brasil nas quartas de final, caso a equipe comandada por Carlo Ancelotti elimine a Noruega. As próximas horas devem trazer definições sobre os ajustes de horário que a Fifa implementará para proteger a integridade das competições.

A CBF não pretende adotar medidas extras além das que já haviam sido planejadas antes do Mundial para enfrentar condições de calor intenso
— Confederação Brasileira de Futebol
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que a Fifa levaria tão a sério uma mudança de horário por causa do calor? Não é algo que os atletas já enfrentam regularmente?

Model

O calor extremo não é apenas desconforto. A 39°C de sensação térmica, o corpo humano começa a falhar — a capacidade de concentração cai, o risco de lesão aumenta, e o jogo perde qualidade. A Fifa tem responsabilidade com a saúde dos jogadores.

Inventor

E por que a CBF já estava preparada para isso? Parece que anteciparam o problema.

Model

Porque sabiam que jogar em julho nos Estados Unidos seria assim. Fizeram testes em março, trabalharam com a Gatorade para entender como cada corpo perde sais minerais. Não é improviso — é planejamento.

Inventor

Os coletes térmicos com gelo realmente fazem diferença?

Model

Fazem, mas são medidas de mitigação, não solução. Você resfria o atleta no intervalo, mas ele volta para o campo e o calor volta. Por isso o horário importa — uma hora a menos de exposição direta é significativo.

Inventor

E o México? Por que eles têm um problema diferente?

Model

Porque lá é tempestade, não calor. O risco é outro — chuva forte causa atrasos, como aconteceu com México e Equador. Antecipam o jogo para escapar da previsão de tempestade à noite.

Inventor

Isso muda a estratégia do Brasil contra a Noruega?

Model

Muda tudo. Uma hora antes significa luz solar diferente, temperatura diferente, ritmo de jogo diferente. Quem se adapta melhor ganha vantagem.

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