Por mais de duas décadas, a neurocientista Fernanda Tovar-Moll tem se dedicado a decifrar a linguagem silenciosa do cérebro humano — suas conexões, suas fragilidades e sua surpreendente capacidade de se reinventar. À frente do Instituto D'Or, ela transforma imagens cerebrais em ferramentas de diagnóstico precoce para doenças como o Alzheimer, e lança luz sobre os danos neurológicos do Zika em recém-nascidos. Seu percurso é também um argumento vivo: a ciência brasileira possui profundidade e alcance internacional, ainda que o mundo demore a reconhecê-la.