Numa sexta-feira que deveria marcar o fim de um ciclo de avaliação, as escolas portuguesas aguardavam notas que não chegavam — ou chegavam sem que fosse possível acedê-las. O que começou como uma promessa ministerial de cumprimento de prazos revelou-se um retrato das fragilidades de uma transição digital apressada, onde a tecnologia prometeu simplificar e acabou por complicar. A Fenprof, os diretores de escola e o próprio Júri Nacional de Exames encontraram-se a gerir, em tempo real, as consequências de um sistema que falhou precisamente no momento em que mais era exigido.