FC Porto vence Imortal e marca final da Taça de Portugal com Benfica

A segunda metade foi domínio quase total dos portistas
O Porto marcou 29 pontos no terceiro período enquanto o Imortal conseguiu apenas 10, consolidando uma vitória confortável.

No pavilhão que separa a ambição da glória, o FC Porto confirmou o seu lugar na final da Taça de Portugal de basquetebol ao superar o Imortal por 85-65, numa meia-final que começou em equilíbrio e terminou em domínio. A segunda metade revelou a diferença entre uma equipa com sistema e uma equipa com talento individual — e o coletivo prevaleceu, como tantas vezes acontece no desporto e na vida. Os dragões aguardam agora o Benfica numa final que será, inevitavelmente, o espelho mais fiel do basquetebol português nesta época.

  • O intervalo com apenas um ponto de vantagem (37-36) deixava tudo em aberto — o Imortal estava vivo e perigoso, com Tubbergen a impor-se como força individual.
  • A segunda metade transformou-se numa avalanche azul e branca: 29 pontos do Porto contra apenas 10 do Imortal no terceiro período, um colapso defensivo algarvio sem retorno.
  • Charlon Kloof e Cleveland Melvin tornaram-se incontroláveis para a defesa do Imortal, enquanto Tubbergen, com 29 pontos, lutava sozinho contra uma maré que não parava.
  • Com vantagem de 20 pontos a seis minutos do fim, o resultado estava selado — o técnico portista lançou Apolo Caetano, de apenas 16 anos, e terminou com cinco portugueses em campo.
  • O FC Porto segue para a final frente ao Benfica, carregando a confiança de quem dominou defensiva e ofensivamente quando mais importava.

O FC Porto garantiu a presença na final da Taça de Portugal de basquetebol com uma vitória sobre o Imortal por 85-65, num jogo que enganou pela proximidade da primeira metade e revelou a sua verdadeira natureza após o intervalo.

Os primeiros vinte minutos foram de equilíbrio tenso. O Porto entrou melhor, mas o Imortal reagiu e chegou a estar a apenas três pontos de distância, obrigando o técnico Fernando Sá a pedir tempo. Nkuna-Gaylord Lobela chegou mesmo ao empate, e os algarvios tiveram oportunidade de passar para a frente — não o fizeram. Miguel Queiroz devolveu a liderança ao Porto, e Jacob Tubbergen, o melhor jogador do Imortal na noite, fechou o primeiro tempo com os dragões a perder por um ponto: 37-36.

A segunda metade foi outra partida. O Porto instalou uma defesa agressiva que o Imortal não soube responder, e o terceiro período tornou-se simbólico: 29-10 em favor dos dragões. Charlon Kloof e Cleveland Melvin foram decisivos no ataque, enquanto Tubbergen — apesar dos seus 29 pontos finais — não conseguia arrastar a equipa algarvia sozinho. A vantagem chegou aos 20 pontos com seis minutos por jogar, tornando o desfecho inevitável.

No final, com o jogo resolvido, o Porto teve o luxo de lançar Apolo Caetano, um base de 16 anos, e terminar o encontro com cinco portugueses em campo — um gesto de confiança que resumiu bem o controlo total da situação. Os dragões preparam-se agora para o confronto mais esperado da época: a final frente ao Benfica.

O FC Porto garantiu o seu lugar na final da Taça de Portugal de basquetebol ao derrotar o Imortal por 85-65 numa segunda meia-final que começou equilibrada mas terminou com domínio claro dos dragões. A equipa portuense enfrentará o Benfica numa final que promete ser o ponto alto da competição.

O primeiro tempo foi um exercício de equilíbrio precário. O Porto começou melhor, impondo o seu ritmo nos primeiros minutos, mas o Imortal respondeu com uma reação que o deixou perigosamente perto — a apenas três pontos de distância — e forçou Fernando Sá a pedir uma pausa tática para conter o avanço do conjunto algarvio. Nkuna-Gaylord Lobela empatou quando faltavam menos de três minutos para o intervalo, e o Imortal teve uma oportunidade para saltar para a frente, mas não a concretizou. Na resposta, Miguel Queiroz recolocou o Porto na liderança. Jacob Tubbergen, o melhor jogador do Imortal nesta noite, marcou os pontos finais que permitiram aos algarvios chegar ao intervalo com uma vantagem mínima de 37-36.

A segunda metade foi uma história completamente diferente. O Porto impôs-se com uma defesa agressiva que o Imortal não conseguiu contrariar, combinada com um ritmo competitivo que deixou os algarvios sem respostas. No terceiro período, a diferença foi abismal: os dragões marcaram 29 pontos enquanto o Imortal conseguiu apenas 10, um indicador claro de quem controlava o jogo. Charlon Kloof emergiu como uma figura central no ataque portista, enquanto Cleveland Melvin foi igualmente uma presença constante que o Imortal não conseguia neutralizar.

Tubbergen terminou como melhor marcador do encontro com 29 pontos, mas a sua performance individual não foi suficiente para contrariar a superioridade coletiva do Porto. Conforme o jogo avançava, a equipa algarvia foi perdendo coesão e lucidez, incapaz de encontrar respostas para a pressão defensiva e o poder ofensivo dos dragões. Com cerca de seis minutos ainda por jogar, a vantagem portista atingiu os 20 pontos (75-55), tornando o resultado inevitável.

No final, com a vitória completamente garantida, o técnico portista teve a liberdade de fazer rotações, lançando Apolo Caetano, um base de apenas 16 anos, e permitindo que os seus jogadores mais influentes descansassem. O Porto terminou o jogo com cinco portugueses em campo, um sinal de confiança e controlo total da situação. Agora, os dragões preparam-se para enfrentar o Benfica numa final que promete ser o confronto mais importante da Taça de Portugal de basquetebol desta época.

O FC Porto impôs-se na segunda parte graças a um coletivo forte, a um ritmo competitivo elevado e a uma defesa agressiva
— Análise do desempenho portista
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Como é que o Porto conseguiu passar de um intervalo tão apertado para um domínio tão claro na segunda metade?

Model

A defesa foi a chave. No primeiro tempo, o Imortal conseguiu manter-se perto porque o Porto ainda não tinha imposto o seu ritmo defensivo. Na segunda parte, isso mudou completamente — a pressão agressiva deixou o Imortal sem opções.

Inventor

Jacob Tubbergen marcou 29 pontos. Isso não deveria ter sido suficiente para ganhar?

Model

Num jogo de equipa, um jogador isolado não consegue fazer muito. Tubbergen jogou bem, mas Kloof e Melvin no Porto eram dois problemas simultâneos que o Imortal não conseguia resolver.

Inventor

O facto de o Porto ter colocado cinco portugueses em campo no final — isso significa algo?

Model

Significa que o jogo estava completamente decidido e o técnico podia dar minutos aos miúdos. Mas também mostra confiança. Não havia risco.

Inventor

E agora vem o Benfica. Como é que o Porto chega a essa final?

Model

Com grande confiança. Demonstrou defesa forte, capacidade ofensiva e controlo emocional. O Benfica vai ser um teste diferente, mas o Porto mostrou hoje que está em forma.

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