Num momento que condensa as tensões mais profundas entre ciência, poder e memória coletiva, Anthony Fauci — o imunologista que guiou os Estados Unidos pelos anos mais sombrios da pandemia — sentou-se diante do Senado e escolheu o silêncio como resposta. Durante três horas, invocou a 5.ª Emenda, o escudo constitucional contra a autoincriminação, enquanto republicanos exigiam respostas sobre as origens do Covid-19 e o financiamento de pesquisas em Wuhan. O que está em julgamento não é apenas um homem, mas a própria narrativa que uma nação construiu sobre como sobreviveu — e sobre quem deve respo