Em setembro, a Neoenergia inaugura uma transformação silenciosa nas faturas de energia: o identificador deixa de pertencer à pessoa e passa a pertencer ao lugar. A mudança, determinada pela Aneel como padrão nacional, reflete uma lógica mais antiga do que parece — a de que um endereço tem memória própria, independente de quem o habita. Para o consumidor comum, é um número diferente no canto do papel; para o sistema elétrico brasileiro, é um passo em direção à coerência e à segurança coletiva.