Em meio à crescente preocupação com a obesidade pediátrica, uma revisão sistemática da Cochrane analisou décadas de evidências e chegou a uma conclusão que exige humildade científica: os medicamentos funcionam, mas apenas em parte. Para adolescentes que carregam o peso de uma condição crônica que atravessa corpo, mente e trajetória de vida, uma redução média de cinco quilos pode ter valor — mas a pergunta mais profunda, se essas crianças vivem melhor, ainda aguarda resposta.
Farmacoterapia reduz IMC e peso na obesidade pediátrica, mas segurança em longo prazo permanece incerta
Crianças e adolescentes com obesidade enfrentam consequências físicas, psicológicas e sociais significativas que frequentemente persistem até a idade adulta.