Uma semana antes do eclipse total de 12 de agosto, Bragança — epicentro de um fenómeno que raramente visita a Terra com tanta precisão geográfica — viu as suas farmácias e óticas esgotarem os óculos certificados, incapazes de acompanhar a convergência de curiosos vindos de todo o país. O que começou como uma questão de logística comercial revela algo mais profundo: a consciência coletiva de que contemplar o cosmos exige preparação, e que a beleza do extraordinário pode custar a visão a quem a procura sem cautela.