No coração de uma democracia, a liberdade de imprensa e o sigilo de fonte não são concessões do poder — são condições para que o poder seja vigiado. O Supremo Tribunal Federal brasileiro se vê agora diante de uma tensão interna: o presidente Edson Fachin defende que a jurisprudência consolidada da Corte já protege esse direito, enquanto uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou buscas contra uma fonte jornalística no Maranhão, desafia essa interpretação. O que o plenário decidir poderá definir, por anos, até onde o Estado pode avançar sobre o jornalismo investigativo.