Expansão acelerada do universo é confirmada por novo estudo com dados de supernovas

O universo ainda está acelerando, mas ninguém sabe por quê
Pesquisadores confirmam a aceleração cósmica, mas o mistério da energia escura permanece sem solução.

Há trinta anos, a humanidade descobriu que o universo não apenas se expande, mas acelera nessa expansão — como se uma força invisível empurrasse tudo para longe de tudo. Agora, uma equipe liderada por dois laureados com o Nobel reafirma essa verdade cósmica, refutando um estudo recente que havia sugerido o contrário. A energia escura, entidade que representa 68% do universo e ainda escapa a qualquer definição física, permanece no centro de um dos maiores mistérios da ciência. O cosmos segue seu curso enigmático, e a humanidade, pequena e curiosa, continua tentando compreendê-lo.

  • Um estudo publicado em 2025 abalou a cosmologia ao sugerir que a aceleração do universo havia cessado — colocando em xeque décadas de consenso científico.
  • A resposta veio de uma equipe com dois Prêmios Nobel: ao reanalisar os maiores conjuntos de dados de supernovas tipo Ia, os pesquisadores não encontraram nenhuma evidência do chamado 'efeito da idade' que justificaria as conclusões anteriores.
  • O debate entre as equipes continua aceso, com o autor do estudo contestado acusando o novo trabalho de conter 'sérias falhas metodológicas' — mas a comunidade científica majoritária inclina-se para a aceleração contínua.
  • O que está em jogo vai além de uma disputa técnica: o destino final do universo — expansão eterna, colapso ou algo imprevisível — depende diretamente da natureza da energia escura.
  • Dois novos observatórios, o Vera Rubin no Chile e o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, prometem coletar dados sem precedentes e talvez, finalmente, revelar o que a energia escura realmente é.

Há três décadas, os astrônomos descobriram algo perturbador: o universo não apenas se expande, mas acelera enquanto o faz. Uma nova pesquisa liderada pelo astrofísico Brodie Popovic, da Universidade de Southampton, e pelo Nobel Adam Riess, da Johns Hopkins, confirma que essa aceleração continua real — e derruba um estudo de 2025 que havia sugerido o oposto.

O trabalho se baseia em supernovas do tipo Ia, explosões de anãs brancas que brilham com luminosidade quase uniforme e funcionam como réguas cósmicas para medir distâncias. Ao analisar dois conjuntos independentes de dados, a equipe concluiu de forma inequívoca que a expansão do universo segue acelerada. O problema é que ela não deveria: a gravidade deveria estar freando tudo. A única explicação disponível é a energia escura, força invisível que permeia o espaço e representa 68% de toda a matéria e energia do universo — enquanto tudo o que vemos, estrelas, planetas e seres humanos, soma apenas 5%.

Em 2025, pesquisadores da Universidade Yonsei, em Seul, haviam argumentado que medições anteriores de distância estavam distorcidas por um 'efeito da idade' das estrelas, o que indicaria que a aceleração havia parado. Popovic e Riess não encontraram nenhuma evidência desse efeito. O autor do estudo contestado rebateu com críticas metodológicas, mas os pesquisadores mantiveram sua posição.

A disputa tem implicações profundas: o destino final do universo depende diretamente da natureza da energia escura. Nos próximos anos, o Observatório Vera Rubin, já operacional no Chile, e o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, com lançamento previsto para agosto, deverão coletar dados sem precedentes. A esperança é que essas observações revelem, enfim, o que essa força enigmática realmente é.

Há três décadas, os astrônomos fizeram uma descoberta que virou de cabeça para baixo tudo o que pensavam saber sobre o cosmos: o universo não apenas se expande, mas acelera enquanto o faz. Agora, uma nova análise de explosões estelares distantes confirma que essa aceleração continua real e mensurável — e refuta um estudo publicado há apenas um ano que havia sugerido o oposto.

A pesquisa, liderada pelo astrofísico Brodie Popovic da Universidade de Southampton e pelo ganhador do Prêmio Nobel Adam Riess da Universidade Johns Hopkins, examinou novamente dados de um tipo específico de supernova chamada tipo Ia. Essas explosões ocorrem quando uma anã branca — o núcleo denso e resfriado de uma estrela morta — arranca material de uma estrela companheira até explodir. O que as torna valiosas para os cosmólogos é que todas essas explosões brilham com aproximadamente a mesma luminosidade intrínseca. Ao medir o quão brilhantes parecem da Terra, os cientistas conseguem calcular a que distância estão. E ao observar muitas delas espalhadas pelo universo, conseguem mapear como a expansão cósmica mudou ao longo do tempo.

O estudo, publicado este mês na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, analisou dois conjuntos de dados independentes de supernovas tipo Ia. Os resultados apontam inequivocamente para uma conclusão: a expansão do universo está acelerando. Isso importa porque essa aceleração não deveria estar acontecendo. A gravidade deveria estar desacelerando tudo. A única explicação que os físicos conseguem oferecer é a existência de algo chamado energia escura — uma força invisível que permeia todo o espaço e empurra as galáxias para longe umas das outras. Ninguém sabe o que ela é. Ela representa cerca de 68% de toda a matéria e energia do universo, enquanto a matéria comum que vemos — estrelas, planetas, você e eu — representa apenas 5%.

Mas em 2025, pesquisadores da Universidade Yonsei em Seul, liderados por Young-Wook Lee, publicaram um artigo na mesma revista argumentando que a energia escura estava enfraquecendo e que a aceleração havia parado. Eles sugeriram que as medições anteriores de distância das supernovas estavam erradas porque não levavam em conta a idade das estrelas que eventualmente explodem — um efeito que chamaram de "efeito da idade". Se verdadeiro, isso teria reescrito nosso entendimento fundamental do universo.

Popovic e Riess não encontraram nenhuma evidência desse efeito da idade. Ao examinar as maiores amostras de supernovas que a comunidade cosmológica vinha usando na última década, eles concluíram que as medições anteriores estavam corretas e que a aceleração era real. "O universo ainda está acelerando", disse Popovic. Lee respondeu que os argumentos do novo estudo continham "sérias falhas metodológicas" e levavam a conclusões internamente inconsistentes, mas Popovic e Riess expressaram confiança em sua abordagem.

A questão não é meramente acadêmica. Entender se a aceleração continua, desacelera ou muda de forma é fundamental para saber qual será o destino final do universo. Será que ele se expande para sempre, cada vez mais rápido? Ou a aceleração eventualmente diminui? As respostas dependem da natureza da energia escura, que permanece um dos maiores mistérios da física.

Nos próximos anos, dois novos observatórios devem ajudar a resolver o impasse. O Observatório Vera Rubin, localizado no Chile e recentemente operacional, e o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, com lançamento previsto para agosto, coletarão dados sem precedentes sobre supernovas distantes e outros objetos cósmicos. Popovic espera que essas observações finalmente revelem o que a energia escura realmente é. Por enquanto, o universo continua seu mistério, expandindo-se em um ritmo que ninguém consegue explicar completamente.

O universo ainda está acelerando. Ainda há muito que não sabemos e estamos ansiosos para aprender, mas achamos que estamos no caminho certo.
— Brodie Popovic, astrofísico da Universidade de Southampton
Não encontramos nenhuma evidência do alegado efeito da idade nas maiores amostras de supernovas calibradas usadas pela comunidade cosmológica na última década.
— Adam Riess, astrofísico da Universidade Johns Hopkins e ganhador do Prêmio Nobel
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que essas supernovas específicas — as tipo Ia — são tão importantes para medir a expansão do universo?

Model

Porque todas explodem com aproximadamente o mesmo brilho intrínseco. Quando você vê uma mais fraca, sabe que está mais longe. É como ter velas de tamanho padrão espalhadas pelo cosmos — você mede o quão brilhantes parecem e calcula a distância.

Inventor

E como isso nos diz se a expansão está acelerando ou desacelerando?

Model

Você observa supernovas em diferentes distâncias, o que significa em diferentes épocas do passado, porque a luz leva tempo para viajar. Se as supernovas distantes parecem mais fracas do que deveriam ser, significa que o universo estava se expandindo mais lentamente quando aquela luz foi emitida — portanto, a expansão acelerou desde então.

Inventor

Então por que o estudo de 2025 chegou a uma conclusão tão diferente?

Model

Eles argumentaram que as medições anteriores não levavam em conta a idade das estrelas que explodem. Sugeriram que estrelas mais velhas produzem supernovas tipo Ia que brilham diferentemente. Se verdadeiro, isso mudaria todas as distâncias calculadas.

Inventor

E o novo estudo não encontrou esse efeito?

Model

Não. Quando examinaram as maiores amostras de supernovas, não viram nenhuma evidência de que a idade das estrelas alterava o brilho das explosões. Isso significa que as medições antigas provavelmente estavam certas.

Inventor

Mas isso deixa a grande pergunta em aberto: o que é energia escura?

Model

Exatamente. Sabemos que ela existe porque vemos seus efeitos — essa aceleração. Mas sua natureza física permanece completamente desconhecida. Representa 68% de tudo no universo e ninguém sabe o que ela é.

Inventor

Os novos telescópios podem responder isso?

Model

Espera-se que sim. Vera Rubin e Nancy Grace Roman coletarão dados muito mais precisos sobre supernovas e outros objetos cósmicos. Com mais dados, talvez consigamos finalmente entender o que está realmente acelerando o universo.

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