Enquanto exercia o cargo de secretário da Casa Civil do governo de Minas Gerais, Marcelo Aro figurava como sócio de uma usina solar ligada à gigante espanhola Solatio — empresa com bilhões prometidos ao estado e energia vendida a preços muito acima do mercado. A sobreposição entre poder público e interesse privado, agravada pela trajetória de outros atores que transitaram entre a sociedade empresarial e cargos na estatal Cemig, coloca em evidência uma questão antiga e persistente: onde termina a gestão e onde começa o benefício próprio.