Karim Khan, que por anos representou a voz acusatória do Tribunal Penal Internacional, viu sua proteção institucional dissolver-se numa votação em Nova York — destituído por acusações de má conduta sexual no mesmo momento em que o tribunal que chefiava investigava líderes de Israel por crimes de guerra em Gaza. A coincidência entre sua queda e a articulação diplomática israelense junto aos Estados-membros do TPI convida à reflexão sobre onde termina a justiça e onde começa a política. Sem imunidade, Khan torna-se um homem comum diante das leis que antes ajudava a aplicar ao mundo.