Profissionais que atingem certos patamares preferem autonomia
Três executivos forjados nos corredores de uma das maiores agências do Brasil escolheram a ruptura criativa em vez da continuidade corporativa. Com o lançamento da Felina, eles carregam consigo não apenas experiência acumulada na Lew'Lara\TBWA, mas também uma aposta sobre o futuro da publicidade — de que há espaço, neste mercado em transformação, para agências menores, mais ágeis e mais fiéis à visão de quem as funda. É um movimento antigo na história das ideias: quem aprende dentro de uma grande estrutura, um dia decide construir a própria.
- Três líderes experientes abandonam uma das agências mais consolidadas do país para fundar a Felina, sem rede de segurança corporativa.
- O gesto provoca atenção no mercado publicitário brasileiro, onde saídas desse calibre raramente passam despercebidas por clientes e concorrentes.
- A aposta é que o momento é favorável: clientes migram para agências menores e especializadas, e a fragmentação digital enfraqueceu o monopólio das grandes casas.
- Os fundadores chegam com credibilidade e contatos, mas ainda precisam provar que a Felina tem identidade própria — e não é apenas uma versão reduzida do que deixaram para trás.
Três executivos que ajudaram a construir a reputação da Lew'Lara\TBWA decidiram sair — não para descansar, mas para começar do zero. O resultado é a Felina, uma nova agência de publicidade e comunicação que entra no mercado brasileiro carregando a bagagem de quem conhece a indústria por dentro.
A decisão não foi por impulso. Esses profissionais acumularam anos aprendendo como funcionam grandes contas, como se negocia com clientes de peso e como se sustenta uma operação que precisa entregar resultados. Agora, levam esse conhecimento para um projeto onde as decisões — e os riscos — são inteiramente deles.
O movimento reflete uma dinâmica recorrente no setor: executivos seniores chegam a um ponto em que a escolha é entre continuar subindo dentro de estruturas corporativas ou apostar na autonomia. A Felina é essa aposta. Uma tentativa de criar algo mais ágil, mais próximo de certos clientes, e fiel à visão de seus fundadores sobre como uma agência deveria operar.
O timing não é aleatório. O mercado publicitário brasileiro vive uma transformação em que clientes buscam agências menores e mais especializadas, e a publicidade digital fragmentou o poder das grandes casas tradicionais. Há espaço para novos players — especialmente os que chegam com credibilidade e contatos já estabelecidos.
Mas herdar reputação não é suficiente. Nos próximos meses, a Felina precisará atrair clientes, reter talentos e construir uma cultura própria. É o teste que toda agência nova enfrenta. Para esses executivos, é também uma aposta pessoal.
Três executivos que passaram anos construindo a reputação da Lew'Lara\TBWA decidiram sair. Não para se aposentar. Para começar do zero.
Eles anunciaram o lançamento da Felina, uma agência de publicidade e comunicação que chega ao mercado brasileiro com a bagagem de quem conhece a indústria por dentro. A saída de lideranças consolidadas de uma casa como a Lew'Lara\TBWA — agência que ocupa lugar de destaque no cenário publicitário nacional — marca um movimento que se repete com frequência crescente: profissionais experientes deixam estruturas estabelecidas para tentar construir algo próprio.
O que move essa decisão não é improviso. Esses executivos acumularam anos de experiência em uma das maiores agências do país, aprenderam como funciona a máquina de grandes contas, como se negocia com clientes de peso, como se estrutura uma operação que precisa entregar resultados consistentes. Agora, levam esse conhecimento para um projeto novo, onde as decisões são deles, os riscos são deles, e também as oportunidades.
No mercado publicitário brasileiro, esse tipo de movimento reflete uma dinâmica mais ampla. Profissionais que atingem certos patamares de senioridade frequentemente enfrentam uma escolha: continuar subindo dentro de estruturas corporativas maiores, ou apostar em autonomia. A Felina representa a aposta na autonomia. É a tentativa de criar algo que funcione diferente, que talvez seja mais ágil, mais próximo de certos tipos de cliente, ou que simplesmente reflita a visão desses líderes sobre como uma agência deveria operar.
O timing importa. O mercado publicitário brasileiro passa por transformações — clientes buscam agências menores e mais especializadas, a publicidade digital fragmentou o poder das grandes casas tradicionais, e há espaço para novos players que entendam essas mudanças. Executivos que saem de agências consolidadas chegam com credibilidade, contatos, e uma compreensão clara do que não querem repetir.
Agora a Felina precisa provar que consegue fazer mais do que apenas herdar a reputação de seus fundadores. Precisa atrair clientes, reter talentos, e construir uma cultura própria — não uma cópia menor da Lew'Lara\TBWA. Nos próximos meses, o mercado observará quem eles conquistam como clientes iniciais, como estruturam a operação, e se conseguem manter a qualidade que prometem enquanto crescem. É o teste que toda agência nova enfrenta. Para esses executivos, é também uma aposta pessoal.
Citações Notáveis
Profissionais experientes deixam estruturas estabelecidas para tentar construir algo próprio— Dinâmica do mercado publicitário brasileiro
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que agora? O que muda quando alguém sai de uma agência consolidada para criar a própria?
Muda tudo e nada ao mesmo tempo. Você leva a experiência, mas deixa a estrutura. De repente, você é responsável por cada decisão — desde qual cliente aceitar até como pagar o aluguel.
A Lew'Lara\TBWA é uma casa grande. Sair de lá é deixar segurança.
É. Mas também é deixar burocracia, hierarquias, e a sensação de que suas ideias precisam passar por cinco camadas antes de virar realidade. Alguns executivos chegam a um ponto onde preferem o risco da autonomia.
Qual é a vantagem competitiva da Felina em um mercado já cheio de agências?
Eles chegam com credibilidade que agências novas normalmente não têm. Clientes conhecem seus nomes, sabem que entregaram resultados antes. E talvez — só talvez — entendam melhor do que as grandes casas o que o mercado está pedindo agora.
Clientes vão seguir eles ou vão ficar com a Lew'Lara\TBWA?
Alguns vão seguir. Nem todos. Depende de quanto esses executivos significavam para o relacionamento com cada cliente. Alguns clientes são leais à agência, não às pessoas.
Qual é o maior risco que a Felina enfrenta?
Não conseguir crescer rápido o suficiente para manter a folha de pagamento. Agências novas vivem nesse fio — precisam de clientes suficientes para contratar talento, mas precisam de talento para ganhar clientes. Se um lado falha, o outro cai.
E se conseguirem?
Então em cinco anos, a Felina é uma agência consolidada, e provavelmente alguns de seus executivos estarão pensando em sair para criar a próxima coisa.