A evolução humana nunca cessou, mas o mundo que a moldou por milhões de anos foi profundamente alterado pela medicina, pela globalização e agora pela biotecnologia. Onde antes a natureza selecionava quem sobrevivia, a humanidade começa a contemplar a possibilidade de escolher deliberadamente suas próprias características biológicas. A edição genética com Crispr abre uma fronteira em que a reprodução pode deixar de ser um ato da natureza para se tornar uma decisão consciente — carregando consigo perguntas que a ciência pode formular, mas que apenas a ética e a sociedade poderão responder.