Eva Green processa produtora por US$ 1,04 mi em disputa sobre filme cancelado

Um filme que nunca existiu, mas deixou uma trilha de frustração
A Patriot foi anunciado em 2018 e cancelado em 2019, gerando uma disputa legal que persiste anos depois.

No cruzamento entre arte e contrato, Eva Green e a produtora White Lantern Ltd travam, em janeiro de 2023, uma batalha judicial que revela o quanto projetos cinematográficos podem desmoronar antes mesmo de uma câmera ser ligada. A atriz reivindica cerca de US$ 1,04 milhão por um filme de ficção científica, A Patriot, que foi anunciado em 2018 e cancelado em 2019 sem jamais ter sido rodado. O que resta não é uma obra, mas um processo — espelho fiel das promessas e decepções que habitam os bastidores do cinema.

  • Eva Green exige mais de um milhão de dólares por um filme que nunca existiu, argumentando que cumpriu sua parte contratual como atriz e produtora executiva.
  • A produtora White Lantern Ltd revirou o tabuleiro ao contra-processar Green, acusando-a de ter fingido disposição para o projeto enquanto, na verdade, nunca pretendeu participar.
  • Comentários atribuídos à atriz — chamando credores de 'idiotas' e um produtor de 'puro vômito' — tornaram-se munição legal e transformaram o conflito em algo ainda mais pessoal.
  • Por trás das acusações mútuas, o colapso real de A Patriot foi estrutural: sem financiamento, sem diretor de fotografia e sem elenco de peso, o projeto desabou em 2019.
  • O caso segue sem resolução, com cada parte tentando provar que a outra foi a responsável pelo naufrágio de um projeto que prometia, mas nunca entregou.

Em janeiro de 2023, Eva Green — conhecida por 007: Cassino Royale e Penny Dreadful — entrou com uma ação contra a produtora britânica White Lantern Ltd, exigindo aproximadamente US$ 1,04 milhão em honorários não pagos pelo filme de ficção científica A Patriot. O projeto foi anunciado em 2018 e cancelado em 2019, sem que uma única cena fosse filmada.

A disputa tem raízes em 2020, quando foi a produtora quem processou Green primeiro, acusando-a de ter sabotado deliberadamente as filmagens. O advogado da atriz descreve essa ação inicial como uma estratégia calculada para destruir sua reputação. A ação de Green é, portanto, uma resposta — transformando o conflito em um embate de acusações cruzadas.

O filme retrataria uma capitã da guarda de fronteira em uma sociedade distópica. Nomes como Helen Hunt, Charles Dance e Kathy Bates chegaram a ser cogitados para o elenco, mas nenhum assinou contrato. A produção afundou por falta de financiamento e dificuldades em contratar equipe técnica de peso.

A White Lantern vai além e acusa Green de ter enganado sobre sua real disposição de cumprir o contrato. Os documentos legais citam ainda comentários da atriz: ela teria chamado os credores do filme de 'idiotas' e um dos produtores de 'babaca' e 'puro vômito'. O que sobrou de A Patriot é apenas um fantasma nos registros judiciais — e uma conta que ninguém quer pagar.

Em janeiro de 2023, quase três anos após o início de uma batalha judicial, Eva Green — conhecida por papéis em 007: Cassino Royale, Penny Dreadful e Os Sonhadores — entrou com uma ação contra a produtora britânica White Lantern Ltd, exigindo aproximadamente US$ 1,04 milhão em honorários não pagos. O dinheiro, segundo ela, corresponde ao seu trabalho como atriz e produtora executiva de um filme de ficção científica chamado A Patriot, que foi anunciado em 2018 mas nunca saiu do papel.

A história começa em 2020, quando a produtora processou Green, alegando que ela havia sabotado deliberadamente as filmagens do thriller futurista. Naquela época, a atriz foi acusada de atrapalhar o projeto — uma acusação que seu advogado agora descreve como uma estratégia calculada para danificar sua reputação profissional. O processo de Green contra a produtora representa sua resposta a essa ação inicial, transformando o conflito em um embate de acusações mútuas sobre quem realmente falhou com o projeto.

Segundo os documentos legais, o filme retrataria uma capitã da guarda de fronteira em um mundo futurista, encarregada de manter a ordem em uma sociedade distópica. O projeto foi anunciado com ambição em 2018, mas desabou um ano depois, em 2019, quando a produção não conseguiu garantir financiamento suficiente, contratar um diretor de fotografia estabelecido ou montar um elenco de peso que justificasse o investimento. Houve momentos em que nomes como Helen Hunt, Charles Dance e Kathy Bates foram cogitados para integrar o elenco, mas nenhum deles chegou a assinar contrato.

A White Lantern Ltd, por sua vez, contra-processa Green com acusações mais pessoais. A produtora afirma que a atriz enganou deliberadamente sobre sua disposição e capacidade de cumprir as obrigações contratuais, quando na verdade nunca teve intenção genuína de participar do projeto. Além disso, os documentos legais citam comentários que Green teria feito sobre os credores do filme — chamando-os de "idiotas" — e sobre Jake Seal, um dos produtores da empresa, referindo-se a ele como um "babaca" e "puro vômito".

O que emerge dessa disputa é um retrato comum no cinema: um projeto ambicioso que não conseguiu decolar, deixando para trás uma trilha de frustração, dinheiro perdido e relacionamentos danificados. Green busca recuperar o que ela considera ser seu por direito contratual. A produtora, por outro lado, tenta demonstrar que a atriz foi a responsável pelo colapso do empreendimento. Enquanto isso, A Patriot permanece um filme que nunca existiu — um fantasma nos registros legais de ambas as partes.

A ação foi projetada somente para prejudicar a imagem da atriz
— Advogado de Eva Green
Green supostamente se referiu aos credores do filme como 'idiotas' e a um produtor como 'babaca' e 'puro vômito'
— Documentos legais da White Lantern Ltd
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Como um filme anunciado com tanto destaque em 2018 simplesmente desaparece em um ano?

Model

Financiamento. Sem dinheiro garantido, sem diretor de fotografia, sem elenco de peso — o projeto virou inviável. Ninguém quis colocar mais dinheiro.

Inventor

Mas por que Eva Green está processando agora, três anos depois?

Model

Porque ela diz que nunca foi paga pelo trabalho que fez. Ela era atriz e produtora. A produtora diz que ela sabotou tudo. Então Green quer seus US$ 1,04 milhão de volta.

Inventor

E a produtora realmente acredita que Eva sabotou o filme?

Model

Segundo eles, ela enganou sobre estar disposta a fazer o trabalho. Mas há também aqueles comentários — ela chamou os credores de idiotas, um produtor de babaca. Isso não ajuda a imagem de ninguém.

Inventor

Então ambas as partes têm razão?

Model

Ambas têm uma versão. Green diz que foi prejudicada. A produtora diz que foi enganada. O que sabemos é que o filme nunca foi feito e alguém não vai receber o dinheiro que esperava.

Inventor

Qual é o risco maior para Eva aqui?

Model

Se o tribunal acreditar na produtora, ela perde os US$ 1,04 milhão e ainda pode ser condenada a pagar indenizações. Se ganhar, recupera o dinheiro, mas sua reputação já foi abalada por estar associada ao fracasso.

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