Europa une-se na campanha Safe2Eat para transformar ciência em segurança alimentar

Merecem sentir-se seguras e informadas quando comem
Nikolaus Kris, diretor-executivo da EFSA, sobre o objetivo central da campanha Safe2Eat 2026.

Em abril de 2026, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos alargou a sua campanha Safe2Eat a 23 países — o maior alcance da sua história —, num momento em que as ondas de calor intensificam os riscos de contaminação alimentar em todo o continente. A iniciativa traduz investigação científica em comportamentos concretos do quotidiano, respondendo a uma necessidade que os dados confirmam: quando os cidadãos são alcançados, mudam efetivamente as suas práticas. É o reconhecimento de que a segurança alimentar não é apenas uma questão técnica, mas um direito que exige conhecimento partilhado.

  • As ondas de calor tornaram-se uma ameaça crescente à segurança dos alimentos na Europa, tornando urgente a tradução da ciência em hábitos acessíveis a todos.
  • A campanha Safe2Eat expandiu-se de nove países na sua primeira edição para 23 em 2026, integrando pela primeira vez cinco países parceiros fora da União Europeia.
  • Um inquérito de 2025 revelou que 41% dos cidadãos expostos à campanha passaram a prestar mais atenção à segurança alimentar e a questionar os fundamentos científicos das suas escolhas.
  • A edição de 2026 estrutura-se em três eixos — práticas seguras, alimentação e saúde, e transparência de ingredientes — para cobrir os riscos mais prementes identificados pela EFSA.
  • O objetivo declarado não é criar alarme, mas construir confiança baseada em ciência e capacitar os consumidores com ferramentas reais de decisão.

Em abril de 2026, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos lançou a sexta edição da campanha Safe2Eat, atingindo 23 países europeus — 18 Estados-Membros da UE e cinco países parceiros como a Sérvia e a Turquia. É o maior alcance geográfico desde a primeira edição, que reunia apenas nove países.

A expansão não é casual. As ondas de calor tornaram-se mais frequentes e intensas na Europa, agravando os riscos de contaminação alimentar. A conservação e o armazenamento de alimentos exigem cuidados crescentes, e muitos consumidores ainda subestimam os perigos associados às temperaturas extremas. A Safe2Eat nasceu precisamente para colmatar essa lacuna entre ciência e prática quotidiana.

Os resultados da edição anterior encorajam a aposta. Um inquérito da IPSOS de novembro de 2025 mostrou que a campanha chegou a 41% dos cidadãos nos países avaliados, e que os expostos à iniciativa reportaram comportamentos mais atentos e uma curiosidade genuína pelos fundamentos científicos da alimentação segura.

Para 2026, a campanha organiza-se em três domínios: práticas de alimentação segura, como leitura de rótulos e armazenamento correto; a relação entre alimentação e saúde, com foco em dietas equilibradas e alegações com sustentação científica; e transparência sobre ingredientes, aditivos e rotulagem de alergénios. Nikolaus Kris, diretor-executivo da EFSA, resume a missão: as pessoas merecem sentir-se seguras e informadas em cada decisão alimentar que tomam.

Em abril deste ano, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos lançou a sexta edição de uma campanha que promete fazer algo simples mas essencial: transformar ciência em decisões do dia a dia. A Safe2Eat chegou a 23 países europeus, o maior alcance geográfico desde que a iniciativa começou. Dezoito deles são Estados-Membros da União Europeia. Os outros cinco — Bósnia-Herzegovina, Montenegro, Macedónia do Norte, Sérvia e Turquia — são parceiros que se juntaram à rede. Trata-se de uma expansão notável quando se recua até à primeira edição, que contava apenas com nove países.

A campanha nasce de uma preocupação concreta. Nos últimos anos, as ondas de calor tornaram-se mais frequentes e mais intensas na Europa. O calor extremo agrava os riscos de contaminação alimentar de forma significativa. Quando as temperaturas sobem, a conservação dos alimentos torna-se mais delicada, o armazenamento exige cuidados redobrados, e os prazos de validade ganham uma importância que muitos consumidores ainda subestimam. A Safe2Eat existe para mudar isso — para colocar conhecimento científico sólido nas mãos de quem compra, cozinha e come.

Os números da edição anterior sugerem que a estratégia funciona. Um inquérito da IPSOS realizado em novembro de 2025 mostrou que a campanha chegou a 41% dos cidadãos nos países onde foi medida. Mais importante ainda: aqueles que foram expostos à iniciativa começaram a comportar-se de forma diferente. Reportaram prestar mais atenção à segurança dos alimentos. Tornaram-se mais críticos nas suas escolhas. Desenvolveram curiosidade genuína pelos fundamentos científicos que sustentam uma alimentação segura. Não é apenas informação passiva — é mudança de comportamento.

Para 2026, a campanha organiza-se em torno de três eixos temáticos bem definidos. O primeiro aborda práticas de alimentação segura: como ler rótulos, como armazenar alimentos corretamente, como preparar refeições de forma a minimizar riscos. O segundo conecta alimentação e saúde, explorando dietas equilibradas, necessidades nutricionais específicas e alegações de saúde que realmente têm sustentação científica — não apenas marketing. O terceiro foca-se em transparência: o que está realmente nos alimentos, desde aditivos até aromas, novos ingredientes e a rotulagem clara de alergénios.

Nikolaus Kris, diretor-executivo da EFSA, enquadra a missão com clareza. Todos os dias, as pessoas tomam decisões sobre o que comer. Merecem sentir-se seguras e informadas quando o fazem. A Safe2Eat 2026 não pretende assustar ninguém nem impor restrições. Pretende promover pensamento crítico, capacitar cidadãos com conhecimento real e reforçar a confiança no sistema europeu de segurança alimentar. Numa altura em que as temperaturas extremas tornam a contaminação alimentar um risco mais presente, essa confiança baseada em ciência é mais valiosa do que nunca.

Todos os dias, as pessoas fazem escolhas sobre o que comer e merecem sentir-se seguras e informadas. A Safe2Eat 2026 promove o pensamento crítico, capacita os cidadãos e reforça a confiança no sistema de segurança dos alimentos da UE.
— Nikolaus Kris, diretor-executivo da EFSA
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Porque é que uma campanha sobre segurança alimentar precisa de 23 países? Não seria mais eficaz focar-se apenas na União Europeia?

Model

Porque a contaminação alimentar não respeita fronteiras. Um alimento produzido na Sérvia pode chegar a Portugal. Se apenas 18 países tiverem cidadãos informados e cinco não, o risco permanece. A Safe2Eat funciona como uma rede de proteção comum.

Inventor

O inquérito da IPSOS diz que 41% foram alcançados. Isso significa que 59% não foram. Não é um fracasso?

Model

Não. Numa primeira fase, alcançar 41% é significativo. Mas o mais importante é que aqueles 41% mudaram comportamento — começaram a ler rótulos, a pensar criticamente. Isso cria um efeito em cascata. Pessoas falam com familiares, amigos.

Inventor

As ondas de calor são mencionadas várias vezes. Qual é exatamente a ligação entre calor e segurança alimentar?

Model

O calor acelera a multiplicação de bactérias. Um alimento que seria seguro a 15 graus pode deteriorar-se rapidamente a 35 graus. A conservação, o armazenamento, até o transporte — tudo muda. A campanha ensina as pessoas a reconhecer esses riscos.

Inventor

Três domínios temáticos parece abrangente. Qual deles é mais urgente?

Model

Provavelmente o primeiro — práticas seguras. Porque é onde a maioria das pessoas comete erros. Ler um rótulo, armazenar corretamente, saber quando um alimento já não é seguro. São gestos simples que previnem a maioria dos problemas.

Inventor

A campanha promove "pensamento crítico". O que significa isso no contexto de alimentação?

Model

Significa questionar alegações. Significa não acreditar automaticamente em "natural é melhor" ou "sem aditivos é seguro". Significa entender que a segurança vem de processos, de ciência, não de rótulos bonitos.

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