Eurasia aponta 70% de chances de vitória para Lula na eleição de outubro

70% de chances, mas sua vitória não pode ser considerada inevitável
A Eurasia reconhece a vantagem de Lula, mas adverte que o resultado ainda está em aberto.

Em fevereiro de 2022, a consultoria global Eurasia posicionou Lula como favorito às eleições presidenciais brasileiras de outubro, atribuindo-lhe 70% de probabilidade de vitória — um número que, sem decretar o inevitável, reflete a convergência de múltiplos modelos preditivos num momento em que o Brasil busca definir seu próximo capítulo político. A análise lembra que eleições são processos vivos, moldados por inflação, confiança institucional e a memória coletiva sobre corrupção, e que quatro meses de campanha ainda carregam o peso suficiente para reescrever qualquer prognóstico.

  • A Eurasia, referência mundial em risco político, coloca Lula com 70% de chances de vitória — uma projeção que reacende o debate sobre a inevitabilidade ou não de sua volta ao poder.
  • Pesquisa XP/Ipespe registra Lula entre 43% e 44% das intenções de voto, contra 25% a 26% de Bolsonaro, uma diferença de cerca de 18 pontos que pressiona o campo bolsonarista a repensar sua estratégia.
  • A vitória no primeiro turno, embora improvável segundo a própria Eurasia — apenas 15% de chances —, permanece no horizonte caso o atual presidente continue perdendo terreno e os demais candidatos não consolidem bases sólidas.
  • Inflação, aprovação presidencial e o peso da corrupção nas urnas são apontados como os três termômetros decisivos que podem aquecer ou esfriar qualquer vantagem acumulada até outubro.

A consultoria Eurasia, uma das mais respeitadas no campo da análise de risco político global, divulgou em fevereiro de 2022 um relatório que projeta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como favorito nas eleições presidenciais de outubro, com 70% de probabilidade de vitória. O documento, que circulou inicialmente pela revista Exame, deixa claro que essa margem não equivale a uma certeza — o resultado permanece em aberto, sujeito às turbulências dos meses que ainda restam de campanha.

A análise da Eurasia cruzou múltiplos modelos preditivos e pesquisas de intenção de voto, todos convergindo para a mesma direção: uma vantagem consistente de Lula sobre seus concorrentes, especialmente sobre o presidente Jair Bolsonaro. A pesquisa XP/Ipespe, a mais recente à época, mostrava Lula entre 43% e 44%, contra 25% a 26% de Bolsonaro — uma diferença de cerca de 18 pontos percentuais que, mesmo num eventual segundo turno, colocaria o petista em posição confortável.

A possibilidade de encerrar a disputa já no primeiro turno foi avaliada em apenas 15% de chances, dependendo de uma combinação improvável: Bolsonaro continuando em queda enquanto os demais candidatos não conseguissem consolidar suas bases. Mais determinantes, segundo a consultoria, serão três indicadores a monitorar nos próximos quatro meses: a aprovação do presidente em exercício, o comportamento da inflação e o lugar que a corrupção ocupa nas preocupações do eleitorado. São esses fatores, e não apenas as pesquisas de hoje, que definirão o contorno final do pleito.

A Eurasia, uma das maiores consultorias de análise de risco político do mundo, divulgou na sexta-feira um relatório que coloca o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como favorito nas eleições presidenciais de outubro, com 70% de probabilidade de vitória. O documento, publicado inicialmente pela revista Exame, oferece uma avaliação que, embora favoreça Lula, reconhece que o resultado está longe de ser uma conclusão automática.

A consultoria examinou o cenário eleitoral através de múltiplos modelos preditivos e pesquisas de intenção de voto, todos apontando na mesma direção. Segundo a análise, os números refletem uma vantagem consistente do petista sobre seus concorrentes, particularmente sobre o presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a Eurasia ressalva que essa margem de 70% não deve ser interpretada como uma certeza inevitável, deixando espaço para cenários alternativos nos meses que antecedem o pleito.

O relatório identifica três indicadores críticos que moldarão a dinâmica eleitoral até outubro: a aprovação do presidente em exercício, o comportamento da inflação e a posição que a corrupção ocupa nas preocupações dos eleitores. Esses fatores funcionarão como termômetros da temperatura política nos próximos quatro meses, potencialmente alterando o cenário que hoje favorece Lula.

A Eurasia também analisa a possibilidade de uma vitória no primeiro turno, que ocorreria se Lula ultrapassasse 50% dos votos válidos. Segundo a consultoria, essa hipótese tem apenas 15% de chances de se concretizar, embora não seja impossível. Para que isso acontecesse, seria necessário que Bolsonaro continuasse perdendo apoio nas pesquisas enquanto os demais candidatos não conseguissem consolidar suas bases eleitorais.

Os números mais recentes de intenção de voto reforçam essa análise. A pesquisa XP/Ipespe, a mais recente disponível, mostra Lula oscilando entre 43% e 44% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro permanece entre 25% e 26%. Essa diferença de aproximadamente 18 pontos percentuais representa uma vantagem significativa, embora ainda haja meses de campanha pela frente. A margem entre os dois principais candidatos sugere que, mesmo em um cenário de segundo turno, Lula partiria com uma posição confortável.

Todas as principais previsões eleitorais e modelos atuais apontam Lula como favorito para vencer, com 70% de chances, embora sua vitória não possa ser considerada uma conclusão inevitável
— Eurasia
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que a Eurasia escolheu especificamente esses três indicadores — aprovação, inflação e corrupção — como os que mais importam daqui para frente?

Model

Porque são os únicos que realmente se mexem. Aprovação presidencial é volátil; inflação afeta o bolso de todo mundo; e corrupção é o tema que pode mobilizar eleitores de forma inesperada. Tudo mais é ruído.

Inventor

Se Lula tem 70%, por que a consultoria insiste que não é inevitável?

Model

Porque 30% é um espaço real. Não é margem de erro. É espaço para Bolsonaro recuperar terreno, para um terceiro candidato crescer, para algo quebrar. Dizer 70% é ser honesto, não arrogante.

Inventor

A pesquisa XP/Ipespe mostra uma diferença de 18 pontos. Por que isso não garante a vitória?

Model

Porque faltam oito meses. Campanhas mudam números. Crises mudam números. Um escândalo muda números. Dezoito pontos hoje é confortável, mas não é blindagem.

Inventor

E se Bolsonaro continuar caindo nas pesquisas — o que muda?

Model

Aí a chance de primeiro turno para Lula sobe dos 15% atuais. Mas mesmo assim, a Eurasia está dizendo que é improvável. Segundo turno ainda é o cenário mais provável.

Inventor

Qual é o risco real que a Eurasia está sinalizando?

Model

Que nada está decidido. Que os próximos quatro meses são tudo. Que Lula é favorito, mas favorito não é vencedor.

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