Nos primeiros sete meses de 2026, os Estados Unidos registram 2.318 casos de sarampo — o maior número desde 1991 —, revelando que a erradicação conquistada em 2000 não foi permanente, mas condicional à confiança coletiva na ciência. O ressurgimento de uma doença que afeta desproporcionalmente crianças não é apenas um fracasso epidemiológico, mas um reflexo de como a desconfiança nas instituições pode desfazer décadas de progresso em saúde pública. A crise convida a uma reflexão sobre o que significa proteger os mais vulneráveis quando a dúvida se torna política.
EUA registra recorde de sarampo em 35 anos com 2.318 casos
Surto afeta desproporcionalmente crianças, com complicações graves incluindo pneumonia, inflamação cerebral e morte; 2025 registrou três óbitos.