EUA e Ucrânia não assinam acordo sobre minerais após confronto entre Trump e Zelensky

A Ucrânia enfrece risco de perda de apoio militar e financeiro americano em contexto de guerra em andamento, com potencial impacto humanitário significativo.
Ou você fecha o acordo ou estamos fora. O seu país está em apuros.
Trump ameaçou Zelensky durante confronto no Salão Oval da Casa Branca sobre acordo de minerais.

Na sexta-feira, em Washington, o encontro entre Volodymyr Zelensky e Donald Trump terminou sem assinatura, sem cerimônia e com uma ordem para que o líder ucraniano deixasse a Casa Branca imediatamente. O que deveria ser um pacto sobre minerais raros — símbolo de parceria estratégica — revelou-se um espelho das tensões mais profundas da guerra: a dependência, a gratidão exigida e o peso de negociar a própria sobrevivência. O episódio ocorre num momento em que Washington e Moscou conversam sobre paz sem convidar Kiev à mesa, tornando o silêncio daquelas cadeiras vazias ainda mais eloquente.

  • Zelensky chegou a Washington para selar um acordo histórico sobre minerais e partiu sem assinatura, escoltado para fora da Casa Branca após um confronto direto com Trump no Salão Oval.
  • Trump acusou o presidente ucraniano de desrespeito e ingratidão, inflou os números da ajuda americana para US$ 350 bilhões — quase três vezes o valor real de US$ 114 bilhões — e lançou um ultimato: fechar o acordo ou perder o apoio dos EUA.
  • O acordo em si carregava uma falha central: não oferecia as garantias de segurança que a Ucrânia buscava, apenas uma cooperação vaga que Kiev considerava insuficiente diante de uma guerra em curso.
  • Enquanto o confronto se desenrolava, EUA e Rússia já negociavam o fim da guerra em conversas que excluíam completamente os ucranianos, amplificando o risco de Kiev perder tanto o acordo quanto o apoio militar americano ao mesmo tempo.

Volodymyr Zelensky chegou a Washington na sexta-feira com um objetivo preciso: assinar um acordo que daria aos Estados Unidos acesso aos minerais raros do subsolo ucraniano em troca de apoio militar e financeiro contínuo. Saiu sem assinatura, sem coletiva de imprensa e com instruções para deixar o prédio imediatamente. As cadeiras e o púlpito preparados para a cerimônia ficaram vazios.

A discussão no Salão Oval escalou quando Zelensky expressou desconfiança nas promessas de paz de Putin, citando acordos históricos descumpridos pelo líder russo. Trump reagiu com irritação, afirmando que Putin jamais havia quebrado acordos com ele. O tom piorou rapidamente: Trump ameaçou retirar o apoio americano, acusou Zelensky de desrespeito e ingratidão, e inflou os números da ajuda dos EUA para US$ 350 bilhões — quando o valor real era de US$ 114 bilhões. A vice-presidente JD Vance estava presente durante toda a troca.

Após o confronto, Zelensky foi levado a uma sala separada. Quando tentou retomar a visita, o Conselheiro de Segurança Nacional e o Secretário de Estado transmitiram a mensagem de Trump: era hora de ir embora. Mais tarde, Zelensky publicou uma mensagem de gratidão ao povo americano e ao Congresso, sem mencionar diretamente o encontro.

O acordo fracassado tinha uma lacuna fundamental: não previa garantias absolutas de segurança, que era exatamente o que Kiev exigia. A cooperação proposta por Trump era vaga demais. Além disso, grande parte dos minerais cobiçados estava em territórios ocupados pela Rússia ou era de difícil extração. O fracasso ganhou contornos ainda mais graves porque, enquanto o confronto acontecia, Washington e Moscou já negociavam o fim da guerra — sem a participação ucraniana. Para Kiev e para as capitais europeias, o bate-boca e o acordo não assinado sinalizavam que o apoio americano poderia estar em risco no pior momento possível.

Volodymyr Zelensky chegou a Washington na sexta-feira com um objetivo claro: assinar um acordo que daria aos Estados Unidos acesso aos minerais raros do subsolo ucraniano em troca de ajuda militar e financeira contínua. Ele saiu da Casa Branca sem assinatura, sem coletiva de imprensa, e com instruções para deixar o prédio imediatamente. O encontro no Salão Oval entre o presidente ucraniano e Donald Trump terminou em confronto direto, com cadeiras e púlpitos vazios no local onde deveria ocorrer a cerimônia.

A discussão começou quando Zelensky expressou desconfiança nas promessas de paz de Vladimir Putin, citando o histórico de acordos não cumpridos pelo líder russo. Trump reagiu com irritação, afirmando que Putin nunca havia quebrado acordos com ele. O tom escalou rapidamente. Trump ameaçou Zelensky dizendo que a Ucrânia estava em apuros e que não estava vencendo a guerra, oferecendo um ultimato: ou fechava o acordo ou os Estados Unidos se afastariam. Quando Zelensky respondeu que sabia da situação difícil, Trump interrompeu para dizer que o país tinha uma boa chance de sair bem graças ao apoio americano.

O presidente americano então inflou drasticamente os números de ajuda fornecida. Disse que os EUA haviam dado 350 bilhões de dólares à Ucrânia através do que chamou de "presidente idiota" — referência a Joe Biden. O valor real de apoio americano à Ucrânia até aquele momento era de 114 bilhões de dólares. Trump também argumentou que sem o equipamento militar americano, a guerra teria terminado em duas semanas. Chamou Zelensky de desrespeitoso e disse que ele deveria ser mais grato. A vice-presidente JD Vance estava presente durante toda a troca.

Após o confronto, Zelensky e sua delegação foram levados para uma sala diferente. De acordo com uma autoridade da Casa Branca, o líder ucraniano tentou se recompor e retomar a visita, mas o Conselheiro de Segurança Nacional Mike Waltz e o Secretário de Estado Marco Rubio comunicaram que Trump queria que Zelensky saísse da Casa Branca naquele momento. A visita foi encurtada. Zelensky depois postou no X uma mensagem de gratidão ao povo americano e ao Congresso, mas não mencionou diretamente seu encontro com Trump.

O acordo que não foi assinado teria permitido que os Estados Unidos acessassem recursos minerais ucranianos. Mas havia uma lacuna fundamental: não previa garantias absolutas de segurança, que era exatamente o que a Ucrânia buscava. Trump havia dito que a cooperação funcionaria como uma espécie de rede de segurança, mas isso era vago demais para Kiev. A Ucrânia possui quase 5% dos recursos minerais do mundo, mas a maioria dos que Trump cobiçava não era explorada, era difícil de extrair, ou estava sob controle russo em territórios ocupados.

O timing do confronto amplificou suas implicações. Enquanto isso acontecia, os Estados Unidos e a Rússia haviam iniciado conversas para encerrar a guerra — conversas que não incluíam os ucranianos. Em Kiev e em capitais europeias, a aproximação entre Washington e Moscou já era acompanhada com preocupação. O bate-boca entre Trump e Zelensky, e o fracasso em assinar um acordo sobre minerais, sinalizava que o apoio americano à Ucrânia poderia estar em risco justamente no momento em que a guerra continuava e as negociações de paz aconteciam sem a participação ucraniana.

Ou você fecha o acordo ou estamos fora. O seu país está em apuros. Você não está vencendo.
— Donald Trump, durante encontro com Zelensky
Nós demos a você, através do presidente idiota, US$ 350 bilhões. Se você não tivesse nosso equipamento militar, essa guerra teria acabado em duas semanas.
— Donald Trump, referindo-se a Joe Biden
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que Trump insistiu tanto em um acordo sobre minerais? Parecia ser o ponto central da visita.

Model

Para Trump, era sobre garantir acesso a recursos estratégicos. A Ucrânia tem minerais raros que os EUA querem, e ele via isso como compensação legítima pela ajuda militar e financeira. Mas para Zelensky, o acordo só fazia sentido se viesse com garantias de segurança real — proteção contra a Rússia.

Inventor

E por que Zelensky mencionou Putin e os acordos quebrados? Parecia provocar Trump.

Model

Zelensky estava tentando explicar por que não podia confiar em promessas de paz. Ele estava dizendo que Putin tem histórico de não cumprir o que promete. Mas Trump ouviu isso como uma crítica indireta a ele — como se Zelensky estivesse dizendo que também não podia confiar em Trump.

Inventor

Os números que Trump citou — 350 bilhões — eram realmente tão inflados?

Model

Muito. O apoio real foi de 114 bilhões. Trump quase triplicou o número. Isso não foi um erro de cálculo; foi uma forma de pressão, de dizer "olha quanto já dei, você deveria estar mais grato".

Inventor

Zelensky tentou consertar as coisas depois?

Model

Tentou. Depois do confronto, ele foi para outra sala e tentou se recompor, tentou retomar a visita. Mas Waltz e Rubio foram claros: Trump queria que ele saísse. Não havia espaço para negociação naquele momento.

Inventor

E o acordo em si — era um bom acordo para a Ucrânia?

Model

Não oferecia o que a Ucrânia realmente precisava. Sem garantias de segurança, era apenas uma troca de recursos por promessas vagas. E muitos dos minerais que Trump queria estavam sob controle russo ou eram muito difíceis de extrair. Então não era nem um bom negócio economicamente.

Inventor

Qual é o risco real para a Ucrânia agora?

Model

Que o apoio americano diminua justamente quando os EUA e a Rússia começam a conversar sobre paz sem os ucranianos na mesa. Se Trump se afasta, a Ucrânia perde seu maior fornecedor de armas e dinheiro. É um cenário muito perigoso.

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