Sob o estandarte ressuscitado da Doutrina Monroe, os Estados Unidos tecem uma nova arquitetura de poder militar nas Américas, com cinco nações latino-americanas já abrindo seus territórios a operações diretas. O que se apresenta como combate ao narcotráfico carrega, nas entrelinhas dos documentos estratégicos, objetivos mais vastos: conter a China e reafirmar a hegemonia hemisférica. O Brasil observa esse movimento de um lugar ambíguo — ainda fora da coalizão, mas com um candidato presidencial que já convida, em inglês, as forças americanas para as águas da Baía de Guanabara.
EUA concentram forças militares nas Américas enquanto Flávio Bolsonaro busca presidência
Comando Sul conduziu 59 bombardeios deixando 196 mortos no Caribe e Pacífico, com relatos de pescadores entre as vítimas e sem comprovação de que eram criminosos.