Num esforço que atravessa uma década de ciência acumulada, pesquisadores do Hospital Israelita Einstein reuniram dados de mais de 14,5 milhões de pessoas para revelar como as hepatites virais habitam o Brasil — quem elas encontram, onde se instalam, por quais caminhos viajam. O estudo, publicado na PLOS ONE com apoio do Proadi-SUS, não é apenas um inventário de números: é um mapa de desigualdades, onde as doenças mais graves recaem sobre os mais invisíveis. Com a meta global de eliminar as hepatites até 2030, o Brasil agora tem em mãos o conhecimento — e a responsabilidade de usá-lo.
Estudo do Einstein mapeia panorama das hepatites virais no Brasil com dados de 14,5 milhões
Populações vulneráveis, especialmente encarcerados (88,1%), imigrantes (87,4%) e indivíduos transgêneros (75,6%), apresentam alta soroprevalência de hepatite A; hepatite D causa doença grave e fulminante em populações ribeirinhas amazônicas.