Estudantes da Udesc criam robôs que jogam futebol com inteligência artificial

Robôs que pensam, máquinas que jogam futebol de verdade
Estudantes da Udesc desenvolvem sistemas autônomos com inteligência artificial para competição internacional de robótica.

Em um laboratório universitário no sul do Brasil, estudantes transformam equações em movimento: robôs minúsculos aprendem a jogar futebol não por capricho tecnológico, mas como expressão de uma busca humana mais antiga — a de criar inteligência à nossa imagem. O projeto TwinBots, da Udesc de São Bento do Sul, é ao mesmo tempo experimento científico e metáfora: dois irmãos gêmeos que dividem um sonho, construindo juntos uma máquina que pensa. A estreia na RoboCup está marcada para 2028, mas o que já está em curso é a formação de uma geração que aprende fazendo.

  • Robôs de menos de 20 centímetros precisam aprender a driblar, defender e atacar em tempo real — uma tarefa que exige hardware preciso e inteligência artificial sofisticada trabalhando em uníssono.
  • A equipe TwinBots enfrenta o desafio de construir tudo do zero, da estrutura física impressa em 3D até os algoritmos de decisão, com um orçamento estimado em apenas R$ 3 mil.
  • As regras da RoboCup mudarão em 2028, criando uma janela de incerteza que obriga a equipe a monitorar as alterações enquanto ainda finaliza seu primeiro protótipo.
  • Com financiamento parcial de uma empresa de robótica e 13 integrantes no laboratório, o Labind busca mais recursos para transformar um projeto de dois irmãos em uma presença competitiva internacional.

Em um laboratório da Udesc em São Bento do Sul, robôs de menos de 20 centímetros estão aprendendo a jogar futebol. O projeto é real: estudantes constroem máquinas autônomas capazes de driblar e defender em um campo que cabe sobre uma mesa. A equipe recebeu o nome de TwinBots — uma referência direta aos irmãos gêmeos que lideram o trabalho.

Davi e Daniel Giraldi Michels, ambos alunos de Sistemas de Informação e bolsistas de iniciação científica, dividiram as responsabilidades de forma natural. Davi cuida da construção física, usando modelagem e impressão 3D para dar forma ao robô. Daniel programa as estratégias de inteligência artificial que fazem a máquina tomar decisões em tempo real. Câmeras posicionadas acima do campo transmitem dados sobre posição, bola e estado do jogo — e o sistema de IA responde com táticas de ataque, defesa e marcação.

O primeiro protótipo está pronto e passa por refinamento. O custo estimado foi de R$ 3 mil, com peças de produção nacional. Uma empresa de equipamentos em robótica financiou parte do projeto, mas a equipe segue em busca de mais recursos. O professor Dieisson Martinelli acredita que o processo vai acelerar assim que o protótipo estiver completamente finalizado.

A estreia na RoboCup está prevista para 2028, quando novas regras da competição entrarão em vigor. Até lá, a equipe acompanha as mudanças para se adaptar. O Labind reúne 13 integrantes entre alunos e professores, é coordenado por Vivian Cremer Kalempa — reconhecida por pesquisas em sistemas multirrobôs — e mantém parceria com pesquisadores da UTFPR. O que começou como um projeto de dois irmãos pode colocar a Udesc no mapa da robótica competitiva internacional.

Em um laboratório da Universidade do Estado de Santa Catarina, em São Bento do Sul, robôs de menos de 20 centímetros estão aprendendo a jogar futebol. Não é uma brincadeira de ficção científica — é um projeto real, conduzido por estudantes que estão construindo máquinas autônomas capazes de driblar, defender e atacar em um campo que cabe em uma mesa de pingue-pongue.

A RoboCup, fundada em 1997, é a competição internacional que reúne pesquisadores e entusiastas de robótica e inteligência artificial ao redor do mundo. O Brasil sediou a edição de 2025 em Salvador, e agora o Laboratório de Informática Industrial da Udesc — o Labind — está se preparando para entrar nessa disputa. O objetivo é participar da Small Size League, a categoria que trabalha com robôs não-humanoides de até 18 centímetros de diâmetro e 15 centímetros de altura. A equipe recebeu o nome de TwinBots, uma referência aos dois irmãos gêmeos que lideram o desenvolvimento.

Davi Giraldi Michels e Daniel Girardi Michels, ambos alunos do curso de Sistemas de Informação e bolsistas de iniciação científica, dividiram as responsabilidades do projeto. Davi cuida da construção física do robô, usando software de modelagem e impressão em 3D para dar forma à máquina. Daniel, por sua vez, trabalha no lado invisível — as estratégias de treinamento baseadas em inteligência artificial que fazem o robô tomar decisões em tempo real. Como explica Lucas Alexandre Zick, membro do laboratório e egresso da universidade, não se trata de máquinas que simplesmente andam de um lado para o outro. Cada movimento é calculado, cada ação é resultado de algoritmos sofisticados.

A construção de um robô para a competição exige que cada equipe desenvolva tudo do zero: a estrutura física, a programação dos mecanismos de movimento, e o sistema de controle baseado em inteligência artificial. Câmeras posicionadas acima do campo transmitem informações em tempo real — a posição de cada robô, a localização da bola, o estado do jogo. Com esses dados, o sistema de IA executa táticas de ataque, defesa e marcação, respondendo às mudanças do jogo conforme elas acontecem. É futebol, mas jogado por máquinas que pensam.

O primeiro protótipo está pronto e agora passa por refinamento dos sistemas de movimentação. O custo estimado para a construção foi de três mil reais, usando peças de produção nacional mais acessíveis. O laboratório recebeu financiamento de uma empresa de equipamentos em robótica para viabilizar o projeto, mas a equipe continua buscando mais recursos para expandir o trabalho. Segundo Dieisson Martinelli, professor da Udesc Planalto Norte e integrante do Labind, o processo deve acelerar assim que o protótipo estiver completamente finalizado.

A estreia do TwinBots na RoboCup ainda está distante. A entidade organizadora da competição anunciou mudanças nas regras que entrarão em vigor a partir de 2028, e até lá a equipe acompanhará de perto como essas alterações funcionam para se adaptar adequadamente. Enquanto isso, o Labind continua crescendo. O laboratório, que faz parte do Centro de Educação do Planalto Norte e está vinculado ao curso de Sistemas de Informação, reúne 13 integrantes entre alunos de graduação, mestrado, doutorado e professores. Sua coordenadora, Vivian Cremer Kalempa, foi reconhecida nacionalmente por sua pesquisa sobre sistemas multirrobôs em fábricas inteligentes. A parceria com pesquisadores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná amplia ainda mais o alcance do trabalho. O que começou como um projeto de dois irmãos gêmeos está se transformando em um esforço coletivo que pode colocar a Udesc no mapa da robótica competitiva internacional.

Não são apenas robôs andando aleatoriamente de um lado para o outro
— Lucas Alexandre Zick, membro do Labind
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Como é que um robô de 18 centímetros consegue tomar decisões em um jogo de futebol?

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Câmeras acima do campo enviam informações em tempo real — posição dos robôs, da bola, tudo. O sistema de inteligência artificial processa esses dados e executa as estratégias que foram programadas. É como se o robô estivesse recebendo instruções constantemente, mas de forma autônoma.

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E quem programa essas estratégias?

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Daniel, um dos irmãos gêmeos, é responsável por isso. Ele treina os algoritmos de IA para que o robô saiba quando atacar, quando defender, como marcar um adversário. Não é aleatório — cada movimento tem lógica por trás.

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Qual é o maior desafio neste momento?

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Refinar os sistemas de movimentação do protótipo. A estrutura está pronta, mas fazer o robô se mover com precisão em um campo tão pequeno é complexo. Além disso, conseguir financiamento para construir mais robôs e expandir o projeto.

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Por que esperar até 2028 para competir?

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A RoboCup está mudando as regras. A equipe quer acompanhar essas mudanças de perto para entender como se adaptar. Não faz sentido correr para competir agora se as regras vão mudar em dois anos.

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Isso é só um projeto de estudantes ou tem algo maior por trás?

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É um laboratório com 13 pessoas — alunos em vários níveis, professores, pesquisadores. A coordenadora tem reconhecimento nacional em sistemas multirrobôs. Tem parceria com a UTFPR. É um projeto sério, com raízes acadêmicas profundas.

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