Student discovers lost Mayan city using Google and laser data

The forest was hiding the city in plain sight.
Lidar technology revealed structures beneath dense jungle vegetation that had escaped archaeological notice for centuries.

Em algum momento entre a floresta e a tela de um computador, séculos de silêncio foram interrompidos. Luke Auld-Thomas, estudante da Universidade Tulane, encontrou Valeriana — uma cidade maia de 16,6 km² no estado de Campeche, México — ao analisar arquivos de mapeamento a laser disponíveis gratuitamente na internet, dados coletados originalmente para monitoramento florestal em 2013. O que arqueólogos não haviam percebido por décadas, um olhar treinado identificou em registros digitais abertos ao público: os contornos geométricos de uma civilização que abrigou até 50.000 pessoas entre os anos 750 e 850 d.C. A descoberta nos lembra que o passado não desapareceu — ele aguarda, muitas vezes, apenas a pergunta certa.

  • Uma cidade inteira com 6.764 estruturas — pirâmides, praças, reservatórios e uma quadra de jogo — permaneceu invisível à ciência moderna até que dados públicos foram lidos com olhos arqueológicos.
  • A tensão está na ironia: o conjunto de dados que revelou Valeriana existia desde 2013, acessível a qualquer pessoa com conexão à internet, enquanto a cidade dormia sob a copa da floresta tropical.
  • A descoberta abala uma premissa consolidada da arqueologia — a de que regiões tropicais não sustentavam civilizações complexas e densamente populosas por longos períodos.
  • Pesquisadores agora apontam para mudanças climáticas e secas prolongadas por volta de 800 d.C. como possíveis causas do abandono da cidade, conectando o colapso maia a padrões que ecoam preocupações contemporâneas.
  • O achado sugere que outros assentamentos perdidos podem estar escondidos nos mesmos arquivos digitais — esperando apenas que alguém saiba onde e como olhar.

Luke Auld-Thomas fazia o que inúmeros pesquisadores fazem cotidianamente — navegar por dados disponíveis gratuitamente na internet — quando se deparou com algo que havia escapado à arqueologia por séculos. O estudante da Universidade Tulane examinava arquivos de mapeamento a laser de um projeto de monitoramento florestal no sudeste do México quando reconheceu, no relevo digital, os padrões geométricos de um assentamento humano oculto sob a densa vegetação de Campeche. Era Valeriana: uma cidade maia desaparecida, desconhecida da comunidade científica até aquele momento.

Os dados haviam sido coletados em 2013 pela Aliança M-REDD+, iniciativa coordenada pela The Nature Conservancy no México, utilizando tecnologia Lidar — um sistema que dispara feixes de laser a partir de aeronaves para mapear o terreno com precisão, atravessando até a vegetação mais densa. O conjunto de dados estava disponível publicamente. Auld-Thomas, ao revisá-los com perspectiva arqueológica, enxergou o que outros não haviam visto. Seus resultados, publicados em 2024 na revista Antiquity, revelaram uma cidade de 16,6 km² que pode ter abrigado entre 30.000 e 50.000 pessoas entre os anos 750 e 850 d.C.

A escala de Valeriana impressiona: 6.764 estruturas identificadas, organizadas em dois grandes centros urbanos separados por cerca de dois quilômetros e conectados por áreas residenciais. Havia pirâmides para cerimônias religiosas, praças públicas, reservatórios de água e uma quadra para o jogo cerimonial maia. A cidade recebeu o nome de uma lagoa de água doce próxima e está a apenas quinze minutos a pé de uma estrada importante, numa região onde descendentes dos maias ainda vivem hoje.

A descoberta desafia uma premissa antiga da arqueologia: a de que ambientes tropicais não sustentavam civilizações grandes e complexas por períodos prolongados. As causas do abandono de Valeriana permanecem incertas, mas evidências apontam para secas prolongadas a partir de 800 d.C. e, posteriormente, a conquista espanhola. Mais do que revelar uma cidade perdida, o achado abre uma questão inquietante: se um assentamento desta magnitude permaneceu oculto até que um estudante consultasse arquivos públicos, quantas outras cidades aguardam nos mesmos dados digitais — invisíveis apenas até que alguém saiba como procurá-las?

Luke Auld-Thomas was doing what thousands of researchers do every day—scrolling through freely available data online—when he stumbled onto something that had eluded archaeologists for centuries. The Tulane University student was examining laser mapping files from a forest monitoring project in southeastern Mexico when he noticed patterns in the terrain that suggested something hidden beneath the dense jungle canopy. What he found was Valeriana, a sprawling Mayan city that had vanished into the forest of Campeche state, its existence unknown to the scientific community until that moment of digital discovery.

The city emerged from data collected in 2013 by the Alianza M-REDD+, a forest monitoring initiative coordinated by The Nature Conservancy in Mexico. A Mexican company had gathered the information using Lidar technology—a system that fires laser beams from aircraft to create detailed maps of terrain, penetrating even through thick vegetation. The dataset sat on the internet, free for anyone to access. Auld-Thomas, reviewing those same files with the eye of an archaeologist, recognized what others had missed: the geometric signatures of human settlement. His findings, published in 2024 in the journal Antiquity, revealed a city spanning 16.6 square kilometers that may have sheltered between 30,000 and 50,000 people during the years 750 to 850.

The scale of Valeriana was staggering. Researchers identified 6,764 structures of varying sizes scattered across the landscape. The city was organized into two major urban centers separated by roughly two kilometers, connected by residential areas and pathways built by the ancient inhabitants. Archaeologists found pyramids used for religious ceremonies, public plazas, reservoirs for storing water, and a ball court where Mayans played their ceremonial game. The name Valeriana was chosen to honor a freshwater lagoon nearby. Despite its significance, the city sits only about fifteen minutes' walk from a major road near Xpujil, a region where descendants of the Maya still live today.

The discovery challenges a long-held assumption in archaeology: that tropical regions could not sustain large, complex civilizations over extended periods. Marcello Canuto, one of the study's authors, emphasized that Valeriana and similar sites demonstrate that these environments supported substantial populations and highly organized societies. The city's existence rewrites understanding of Maya settlement patterns and the capacity of tropical landscapes to feed and house tens of thousands of people.

What caused Valeriana to be abandoned remains unclear, though the evidence points toward multiple pressures. Climate shifts and prolonged droughts beginning around 800 CE likely contributed to the decline of Maya populations in the region. Spanish conquest in the sixteenth century delivered the final blow to these ancient centers. Yet the discovery itself opens new possibilities. If a city of this magnitude could remain hidden until a student examined publicly available data, researchers suggest, other lost settlements may be waiting in the same digital archives—invisible only until someone knows how to look.

The discovery challenges the assumption that tropical regions could not sustain large, complex civilizations over extended periods
— Marcello Canuto, study author
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

How does a student find something archaeologists missed for centuries?

Model

He wasn't looking for it, really. He was examining laser data from a forest project, and he recognized patterns—geometric shapes buried under the canopy—that suggested human construction. The data was public. No expedition, no luck. Just attention.

Inventor

So the technology existed all along?

Model

Yes. Lidar had mapped the region in 2013. But the data sat there, free on the internet, until someone trained in archaeology thought to ask what the terrain was actually showing.

Inventor

What does a city of 50,000 people look like when it's been swallowed by jungle?

Model

Pyramids, plazas, roads, water systems. The structures don't disappear—they just get covered. The laser sees through the vegetation. It's like the forest was hiding the city in plain sight.

Inventor

Why does this matter beyond the discovery itself?

Model

It changes how we think about tropical civilizations. We assumed they couldn't sustain large populations. Valeriana proves they could—and probably did, repeatedly. There may be dozens more cities in those same datasets.

Inventor

What killed the city?

Model

Drought, probably. Climate shifted around 800. Then Spanish conquest finished what nature started. But the real question is what comes next—what other cities are waiting in data we've already collected?

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