No Dia Mundial do Cancro do Pulmão, Portugal confronta uma verdade incómoda: a doença que mais mata por cancro no país — 5.589 vidas em 2024 — é também aquela cujos doentes mais tardam em pedir ajuda, não por falta de acesso, mas por vergonha. O estigma que associa a doença ao tabagismo transforma o diagnóstico numa sentença moral, afastando pessoas vulneráveis precisamente quando mais precisam de cuidado. A ciência há muito reconhece que o cancro do pulmão é multifatorial; falta agora que a consciência coletiva acompanhe essa compreensão.
Estigma e culpa atrasam diagnóstico do cancro do pulmão em Portugal
Milhares de doentes sofrem isolamento, depressão e ansiedade agravados pelo estigma social, atrasando diagnóstico precoce e afetando qualidade de vida.