Num momento em que a Europa debate o futuro das suas infraestruturas energéticas, o primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou que o Estado português vai adquirir 13,7% da REN, a empresa responsável pela rede de transporte de eletricidade e gás. O gesto, feito em Quarteira durante a Festa do Pontal, não é apenas financeiro: é uma declaração de intenção sobre o papel do Estado na condução da transição energética nacional. Montenegro enquadrou a decisão num quadro de estabilidade macroeconómica — inflação controlada, dívida em queda, contas equilibradas — como se a solidez fiscal fosse a condiçã