Catorze anos depois de se ter retirado da REN durante o período da troika, o Estado português regressa como acionista da gestora das redes de eletricidade e gás natural, adquirindo à holding do fundador da Zara uma participação de 13,7% por cerca de 325 milhões de euros. A Parpública celebrou o contrato numa operação que o primeiro-ministro Montenegro enquadra não como renacionalização, mas como salvaguarda da soberania sobre infraestruturas críticas e como investimento financeiramente sustentado. O regresso do Estado a este setor reflete uma tensão antiga e recorrente nas democracias modernas