Em novembro passado, três especialistas em bebidas e gastronomia reuniram-se num bar de vinhos em São Paulo para uma tarefa ao mesmo tempo simples e reveladora: provar às cegas quinze sucos de uva integral e devolver ao consumidor comum uma bússola diante da abundância das prateleiras. O que o teste demonstrou é que, mesmo num produto tão cotidiano quanto o suco de uva, há uma diferença real entre o ordinário e o que genuinamente vale a pena — e que essa diferença pode ser nomeada, avaliada e compartilhada.