Um técnico que passou por tudo e deixou pouca marca
Vinte anos separam dois encontros entre Espanha e Arábia Saudita em Copas do Mundo, e nesse intervalo repousa a memória discreta de Marcos Paquetá, técnico brasileiro que conduziu os árabes em 2006 com a serenidade de quem já conhecia aquele futebol. Sua passagem pelo Botafogo, em 2018, foi tão breve quanto esquecida — cinco jogos, uma vitória, quatro derrotas —, mas foi no palco mundial que seu nome ficou registrado, ainda que em letras pequenas. O reencontro de 2026 convida à reflexão sobre como a história do futebol guarda, em suas dobras, figuras que moldaram momentos sem jamais ocupar o centro da narrativa.
- A Arábia Saudita chegou ao jogo de 2006 contra a Espanha já eliminada, carregando o peso de uma goleada de 4 a 0 sofrida pela Ucrânia.
- Mesmo poupando titulares, a Espanha venceu por 1 a 0 com gol do zagueiro Juanito, confirmando a liderança do grupo sem precisar forçar.
- A vitória espanhola, porém, não rendeu frutos: nas oitavas, a Fúria Roja foi eliminada pela França por 3 a 1, revelando a fragilidade por trás da classificação.
- Marcos Paquetá, técnico de carreira construída no futebol árabe, tentou sem sucesso deixar marca no Brasil ao assumir o Botafogo em 2018 por apenas um mês.
- O duelo de 2026 reacende esse capítulo esquecido, colocando frente a frente duas seleções que carregam histórias muito distintas desde aquele encontro de duas décadas atrás.
Quando Espanha e Arábia Saudita voltam a se cruzar em uma Copa do Mundo, em 2026, o confronto ressuscita uma figura pouco lembrada: Marcos Paquetá, técnico brasileiro que comandou os árabes na edição de 2006. Sua trajetória foi construída quase inteiramente no futebol do Oriente Médio, e sua única incursão relevante pelo Brasil aconteceu em 2018, no Botafogo — onde dirigiu apenas cinco partidas, com um saldo de uma vitória e quatro derrotas, antes de deixar o clube.
Na Copa de 2006, Paquetá esteve à beira do campo em três jogos da Arábia Saudita. A campanha foi difícil: empate com a Tunísia, goleada da Ucrânia por 4 a 0, e uma eliminação consumada antes mesmo do confronto com a Espanha. Naquele último jogo do grupo, os espanhóis, mesmo com reservas em campo, venceram por 1 a 0 graças a um gol do zagueiro Juanito, garantindo a liderança da chave.
A ironia da história é que a Espanha, apesar de terminar em primeiro, seria eliminada logo nas oitavas pela França, que venceu por 3 a 1. Agora, duas décadas depois, o reencontro entre as seleções traz à tona a memória de um técnico que passou pelo futebol mundial sem deixar rastros profundos — mas que esteve lá, no centro do palco, quando essas duas histórias se cruzaram pela primeira vez.
Quando Espanha e Arábia Saudita voltam a se encontrar em uma Copa do Mundo, em 2026, o confronto resgata uma história que poucos lembram: a de um técnico brasileiro que passou pela seleção árabe duas décadas atrás. Marcos Paquetá, nome que não marcou presença duradoura no futebol europeu, foi quem comandou a Arábia Saudita na Copa de 2006, quando as duas seleções já se enfrentaram.
A carreira de Paquetá foi construída quase inteiramente no futebol árabe, onde acumulou experiência ao longo dos anos. Sua única incursão pelo futebol brasileiro de destaque aconteceu em 2018, quando assumiu o Botafogo. O período foi breve e pouco produtivo: em apenas um mês no comando do clube carioca, dirigiu cinco partidas, conquistando apenas uma vitória enquanto sofria quatro derrotas. A passagem deixou pouca marca na história do Alvinegro.
Mas foi na seleção da Arábia Saudita que Paquetá teve maior tempo de atuação. Em 2006, durante a Copa do Mundo, o técnico dirigiu a equipe em três jogos da competição, fazendo parte de um total de 18 partidas que comandou naquele ano. A campanha árabe, porém, foi desastrosa. Após empatar em 2 a 2 com a Tunísia na estreia, a seleção levou uma goleada pesada da Ucrânia, perdendo por 4 a 0. Quando chegou o confronto com a Espanha, a Arábia Saudita já estava matematicamente eliminada, com chances remotas de continuar na competição.
O jogo contra os espanhóis refletiu a realidade da campanha árabe. Mesmo com a Espanha utilizando jogadores reservas, a seleção europeia venceu por 1 a 0, com gol do zagueiro Juanito. A derrota confirmou a eliminação da Arábia Saudita e, simultaneamente, garantiu a Espanha a primeira colocação do grupo. A Fúria Roja, porém, não aproveitaria bem essa vantagem: nas oitavas de final, a seleção espanhola seria eliminada pela França, que venceu por 3 a 1.
Agora, vinte anos depois, as duas seleções se reencontram em outro torneio. O duelo de 2026 traz consigo a memória de um técnico que passou rapidamente pelo futebol europeu, deixando pouca marca em sua breve passagem pelo Brasil, mas que teve seu momento no palco mundial dirigindo a Arábia Saudita em uma Copa do Mundo.
Citas Notables
Arábia Saudita chegou para o jogo contra a Espanha com remotas chances de classificação— contexto da campanha de 2006
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que a história de Marcos Paquetá importa agora, em 2026?
Porque quando duas seleções se reencontram após vinte anos, a gente naturalmente olha para trás. Paquetá é o fio que conecta aquele jogo de 2006 com este de 2026. Ele foi quem estava lá.
Mas ele não é uma figura importante no futebol. Por que não esquecemos dele?
Exatamente por isso. Ele é um homem que passou por tudo isso — uma Copa do Mundo, um clube grande brasileiro — e deixou pouca marca. Há algo quase melancólico nisso.
A passagem pelo Botafogo foi realmente tão insignificante?
Cinco jogos, um mês. Não é nem tempo suficiente para conhecer os jogadores direito. Mas aconteceu. Está nos registros.
E na Arábia Saudita, ele teve mais sucesso?
Mais tempo, sim. Dezoito jogos em 2006. Mas a Copa foi um desastre — goleada, eliminação. Não é o tipo de coisa que fica na memória como sucesso.
Então ele é basicamente um fantasma do futebol?
Um fantasma que esteve em lugares importantes. Dirigiu uma seleção em uma Copa do Mundo. Isso não desaparece, mesmo que ninguém lembre bem dele.