No limiar entre dois continentes, Ceuta voltou a se tornar palco de uma das mais antigas tensões da modernidade: o movimento de pessoas em busca de uma vida diferente, e os Estados que tentam decidir quem pode cruzar suas fronteiras. Na quinta-feira, entre dois e três mil migrantes atravessaram de Marrocos para o enclave espanhol no norte da África, deixando ao menos quinze mortos no mar e uma cidade em estado de emergência. A crise, que rapidamente ganhou dimensão europeia, expõe a fragilidade das respostas políticas diante de um fenômeno que nenhuma cerca ou decreto parece capaz de conter.
Espanha mobiliza Exército após milhares de migrantes cruzarem de Marrocos para Ceuta
Pelo menos 15 pessoas morreram por afogamento durante a travessia de Marrocos para Ceuta, com possibilidade de aumento do número conforme corpos são retirados do mar.