Espanha arrasa Áustria com brilho de Oyarzabal e avança às oitavas

A maldição foi quebrada em grande estilo, com soberania
Espanha vence Áustria 3 a 0 e encerra jejum de 16 anos em mata-matas de Copa do Mundo.

No SoFi Stadium de Inglewood, a Espanha cumpriu a promessa que o futebol às vezes exige paciência para ver realizada: dominou, criou e finalmente converteu, derrotando a Áustria por 3 a 0 e encerrando 16 anos sem vitórias em mata-matas de Copa do Mundo. Oyarzabal, o artilheiro silencioso que aparece quando mais importa, e Lamine Yamal, a juventude que desafia a lógica do tempo, foram os símbolos de uma seleção que parece ter reencontrado sua identidade. A Espanha avança às oitavas com a serenidade de quem sabe que, quando tudo se alinha, poucos conseguem acompanhá-la.

  • A Espanha acumulou chances, travessões e defesas milagrosas no primeiro tempo sem conseguir abrir o placar, transformando a superioridade em angústia coletiva.
  • Lamine Yamal, aos 18 anos, humilhou marcadores austríacos com dribles e criatividade, mas esbarrou repetidamente no goleiro Schlager e na má sorte diante do gol.
  • Oyarzabal, o centroavante de confiança de Luis de la Fuente, resolveu o impasse com dois gols e chegou a quatro na competição, consolidando-se como o homem decisivo da seleção.
  • A vitória por 3 a 0 encerrou uma maldição de 16 anos: desde o título de 2010, a Espanha não vencia um jogo eliminatório em Copas do Mundo.
  • A seleção espanhola aguarda o vencedor de Portugal vs Croácia para disputar as oitavas na segunda-feira, em Arlington, com moral e confiança renovados.

No SoFi Stadium de Inglewood, a Espanha finalmente se apresentou como prometera. Com Lamine Yamal dominando a lateral como se estivesse em missão pessoal e Oyarzabal à espreita na área, a seleção demoliu a Áustria por 3 a 0 e garantiu sua vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo.

O primeiro tempo foi um exercício de frustração coletiva. Yamal, vestindo a camisa 19 aos 18 anos, roubou bolas, pediu pênaltis, aplicou dribles humilhantes e forçou os austríacos a marcá-lo sempre em dobro. Schlager fez defesas milagrosas, o travessão salvou a Áustria em mais de uma ocasião, e o VAR anulou um gol de forma questionável. A Espanha criava, dominava, mas não conseguia abrir o placar. O intervalo chegou com a Áustria aliviada por estar apenas empatada.

No segundo tempo, o roteiro mudou. Oyarzabal, o mesmo homem que marcou o gol do título espanhol na Eurocopa contra a Inglaterra, voltou a ser decisivo. Duas vezes. Com quatro gols na competição, o atacante da Real Sociedad consolidou-se como o nome de confiança de Luis de la Fuente — aquele que aparece quando a equipe mais precisa.

A vitória tem um peso histórico que vai além dos três pontos. Desde o inédito título de 2010, quando a Espanha venceu a Holanda na prorrogação, a seleção não ganhava um jogo eliminatório em Copas do Mundo. Caiu na fase de grupos em 2014, perdeu nos pênaltis para a Rússia em 2018 e foi goleada por Marrocos em 2022. A maldição foi quebrada com soberania.

Agora a Espanha aguarda o vencedor de Portugal vs Croácia para o duelo das oitavas, marcado para segunda-feira, 6 de julho, em Arlington. A seleção segue na competição com a certeza de que, quando tudo funciona, é praticamente imbatível.

A Espanha finalmente se apresentou como prometera. No SoFi Stadium de Inglewood, sob o comando do jovem prodígio Lamine Yamal e a precisão clínica de Oyarzabal, a seleção espanhola demoliu a Áustria por 3 a 0 na quinta-feira, garantindo sua vaga nas oitavas de final com uma exibição que silenciou os críticos que questionavam seu desempenho na Copa do Mundo.

Oyarzabal, atacante da Real Sociedad e principal artilheiro da Espanha sob Luis de la Fuente, marcou duas vezes e chegou a quatro gols na competição. O centroavante já acumula 18 tentos pela seleção desde 2024, quando saiu do banco para se tornar decisivo. Sua confiabilidade é tanta que foi ele quem marcou o gol do título espanhol na Eurocopa contra a Inglaterra, há pouco tempo. Nesta noite em Inglewood, porém, foi Yamal quem roubou a cena com sua juventude e talento.

Com apenas 18 anos, o atacante vestindo a camisa 19 — número que contrasta com os tradicionais 7, 9, 10 e 11 das grandes estrelas — correu pela lateral do campo como se estivesse em uma missão pessoal. Desde o primeiro minuto, roubou a bola no meio e serviu Baena, que parou no goleiro Alexander Schlager. Nos dez primutos iniciais, pediu dois pênaltis que não foram concedidos. Seus dribles humilhantes e toques refinados deixavam os marcadores austríacos sempre em dupla marcação, desesperados para contê-lo. Yamal havia dito na véspera que a Copa começaria naquela quinta para a Espanha, e sua atuação provou que ele falava sério.

Mas o brilho técnico não se traduzia em gols. Schlager fez defesas milagrosas, parando Yamal cara a cara em uma ocasião. O travessão salvou a Áustria em outro momento. Alaba tirou uma bola em cima da linha quando tudo parecia perdido. O VAR anulou um gol de forma questionável. A frustração era visível no rosto do jovem atacante espanhol, que fez cara de incredulidade após desperdiçar uma chance clara de primeira. Baena ainda carimbou o travessão. A Espanha dominava, criava, mas não conseguia abrir o placar.

Quando o intervalo chegou, a Áustria respirou aliviada por estar apenas empatada. Os austríacos, sob o comando de Ralf Rangnick, tentaram reforçar o meio-campo com duas substituições, mas bastou a bola rolar no segundo tempo para ficar claro quem mandava em campo. A Espanha não se acomodou na vantagem — quando finalmente conseguiu sair do zero — e continuou atacando, enfileirando oportunidades e buscando mais gols.

Esta vitória encerra um jejum de 16 anos em mata-matas. Desde o inédito título em 2010, quando venceu a Holanda na prorrogação, a Espanha não ganhava um jogo eliminatório em Copas do Mundo. Caiu na primeira fase em 2014, perdeu nos pênaltis para a Rússia em 2018 por 4 a 3, e foi humilhada por Marrocos em 2022, levando 3 a 0. A maldição foi quebrada em grande estilo, com soberania e brilho.

Agora a Espanha aguarda o vencedor do confronto entre Portugal e Croácia, que se enfrentam em Toronto às 20h. O duelo das oitavas de final está marcado para segunda-feira, 6 de julho, às 16h, em Arlington. A seleção espanhola segue sua caminhada na Copa com moral renovado e a certeza de que, quando tudo funciona, é praticamente imbatível.

A Copa começaria nesta quinta para a Espanha
— Lamine Yamal, na véspera da partida
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que essa vitória importa tanto para a Espanha além do simples avanço?

Model

Porque quebra uma maldição de 16 anos. Desde 2010, a Espanha não vencia um mata-mata em Copa. Caiu, perdeu nos pênaltis, foi humilhada. Isso pesa na cabeça de um time.

Inventor

E Lamine Yamal? Ele não marcou, mas parecia ser o destaque.

Model

Exatamente. Aos 18 anos, ele dominou o jogo, criou chances, humilhou marcadores. Mas o futebol é assim — às vezes você faz tudo certo e a bola não entra. Schlager fez defesas milagrosas, o travessão salvou. Yamal saiu frustrado, mas provou que está no nível certo.

Inventor

Oyarzabal marcou duas vezes. Ele é o tipo de jogador que resolve?

Model

Sim. Ele é o artilheiro de confiança de Luis de la Fuente. Já marcou o gol do título na Eurocopa. Quando a Espanha precisa, ele aparece. Quatro gols em uma Copa é número respeitável para um centroavante.

Inventor

A Áustria não ofereceu resistência?

Model

Ofereceu coragem, mas não tinha ferramentas. Rangnick tentou reforçar o meio-campo, mas a Espanha era superior em todos os aspectos. Quando um time domina assim, é difícil competir.

Inventor

O que esperar das oitavas?

Model

Espanha contra Portugal ou Croácia. Ambos são adversários respeitáveis, mas a Espanha saiu dessa partida com confiança renovada. Se mantiver esse ritmo, é candidata séria ao título.

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